História do hino 366 – Firmeza

  Edward Mote, autor deste hino, aos 16 anos, foi levado por seu mestre para ouvir o estimado pregador John Hyatt. Aos seus pés Edward converteu-se a Cristo! Mais tarde, ao se estabelecer em Southwark, um subúrbio de Londres, com seu próprio negócio, tornou-se marceneiro de muito sucesso e um crente muito dedicado. Como passatempo escrevia crônicas que muitas vezes foram publicadas em periódicos de Londres. Começou a escrever poesias e hinos, também. Foi em 1834 que ele escreveu este hino de fé e confiança em Cristo. Assim ele contou a história:
  “Uma manhã, enquanto saía para o meu trabalho, veio à minha mente que devia escrever um hino sobre a experiência do cristão da graça do Senhor. Enquanto ia para Holbern, compus as palavras do estribilho:
A minha fé e o meu amor
Estão firmados no Senhor,
estão firmados no Senhor. 
  Durante o dia completei quatro estrofes e as escrevi.”
  Mote continuou a contar que, no domingo, ao encontrar-se com um membro da igreja, esse lhe pediu que fosse visitar sua esposa que estava gravemente enferma. À tarde, Mote se apressou em fazer isso. O sr. King pediu que cantasse um hino, lessem as Escrituras e orassem. Procurou o seu hinário, mas não o achou. Edward Mote continua a contar:
  “Eu disse: ‘Tenho uns versos aqui no meu bolso, se quiser, podemos cantá-los’. Assim fizemos. Sua esposa gostou tanto do hino que pediu que deixasse uma cópia com ela. Depois do culto da noite, fui para casa e escrevi mais duas estrofes. Levei-as depois para aquela irmã. Estes versos foram tão bem ao encontro das necessidades daquela irmã moribunda, que mandei imprimir 1000 cópias para distribuição. Enviei uma cópia a Spiritual Magazine (Revista Espiritual), sem assiná-la.”
  Com a idade de 55 anos, Mote viu um sonho ser realizado. Há muito tempo queria que houvesse uma congregação batista no seu bairro. Em grande parte resultado dos seus próprios esforços, Isto se realizou. Foi ele que construiu o templo. Os outros membros da congregação queriam que Mote registrasse tudo no seu próprio nome. Ele recusou, dizendo: “Não quero uma capela, quero um púlpito, e no dia que eu deixar de pregar a Cristo, podem me negar o púlpito.”
  Por 26 anos Mote serviu fielmente como pastor da igreja, saindo somente por causa da enfermidade que o levaria à morte dentro de um ano. Pouco tempo antes do seu falecimento em 1874, Edward Mote disse: “As verdades que tenho pregado, eu as estou vivendo. Servirão muito bem para morrer, também”. Como de costume naquela época, foi sepultado no terreno da igreja. Perto do púlpito, há uma placa com a inscrição: ‘Em memória de Edward Mote, que dormiu em Jesus em 13 de novembro de 1874, aos 77 anos de idade. Por 26 anos o amado pastor desta igreja, pregando ‘Cristo, e este crucificado.’ (I Co 2:21) como tudo de que o pecador precisa, e o santo deseja.”. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_253.htm, que cita Ichter, Bill H. Se os Hinos Falassem, vol.III, Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista (JUERP),1971, p.94

Anúncios
Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:26 pm  Deixe um comentário  

História do hino 359 – Jesus como guia

  No seu relato sobre o surgimento deste hino, o autor, Joseph Henry Gilmore, escreve que ele, como jovem pregador, planejava fazer uma exposição do Salmo 23 na Primeira Igreja Batista da Filadélfia, Estado da Pensilvânia, EUA, num culto de oração, em 26 de março de 1862. Embora tivesse feito este estudo antes, Gilmore declara:
  “Desta vez não pude ultrapassar as palavras ‘guia-me’. Fiquei cativado por estas palavras como nunca antes. Vi nelas um sentido e uma beleza da qual nunca sonhara (…) . Talvez a hora [mais escura da guerra civil] tivesse me levado subconscientemente a reconhecer que a liderança do Senhor é o único foto significativo na experiência humana. Não importa de que maneira o Senhor nos guia, ou para onde somos guiados. O importante é termos a certeza que o Senhor está nos guiando.”
  O pr. Gilmore continua sua história dizendo que, após o culto, escreveu a letra do hino Jesus como Guia no verso das suas anotações da mensagem, dando-nos à sua esposa. Meses depois ela enviou a poesia ao jornal Watchman and Reflector (Atalaia e Refletor), sob um pseudônimo. Foi impressa no mesmo ano pelo jornal. O ilustre compositor e publicador, William Batchelder Bradbury, achando esta mensagem em versos de Gilmore, musicou-a, adicionando uma linha ao estribilho e repetindo a essência da primeira linha de Gilmore no final. Publicou o hino no seu hinário Golden Censer (Incensório Dourado) em 1864. O pr. Gilmore somente soube da publicação do hino em 1865, quando abriu um hinário numa igreja batista, justamente na página que tinha seu hino. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_384.htm, que cita Gilmore, Joseph Henry In: Reynolds, William J. Companion to Baptist Hymnal, Nashiville, TN, Broadman press, 1976, p. 85.

Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:24 pm  Deixe um comentário  

História do hino 579 – Olhando para Cristo

  O pastor João Filson Soren é autor deste belíssimo hino e um dos mais cantados no Brasil, escrito em1971. Diz ele: “Este hino eu tinha feito com uma letra para um retiro de jovens da PIB do Rio de Janeiro. Seria o hino oficial. Eles sempre me procuravam. E o irmão Souza Marques, que foi o 1º presidente da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, ouviu aquilo e gostou muito. Numa reunião ele pediu que eu fizesse um hino oficial para a Ordem. Alterei um pouco a letra original e agora tem a letra que está no Hinário para o Culto Cristão.”. 

Fonte: http://ojubilo2.blogs.sapo.pt/4079.html, que cita Revista EDB Compromisso – 1998.

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:09 pm  Deixe um comentário  

História do hino 354 – Cada momento

  Em 1893, Henry Varley, um pregador leigo inglês, disse para o evangelista major Daniel Whittle: “Não gosto muito do hino Necessitado [hino 294] porque eu preciso de Cristo cada momento do dia.”. Depois de refletir sobre esse comentário, Whittle escreveu o texto deste hino. Deu-o para a sua filha May, uma excelente musicista, e ela compôs uma cativante melodia para ele. Em seguida, seu colega, o evangelista cantor Sankey, publicou-o nos Estados Unidos e na Inglaterra, primeiro em folheto, depois nos seus hinários. O notável pregador e escritor, o dr. Andrew Murray, adotou-o como seu hino predileto, pedindo a sua esposa para cantá-lo em quase todos os seus cultos na África do Sul.  O nome da melodia, WHITTLE, homenageia tanto ao pai como à filha que nos deram este hino inesquecível.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_370.htm, que cita Reynolds, William J., Companion to Baptist Hymnal, Nashivile, TN, Broadman Press, 1976, p. 269.

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:08 pm  Deixe um comentário  

História do hino 349 – Rica promessa

  Este bem conhecido cântico foi escrito pelo sr. Nathaniel Niles, residente em Morristone, Rhode Island, inspirado na preciosa promessa descrita em Salmos 32:8: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os Meus olhos.”. Por este motivo, o título original é Precious Promisse, que quer dizer “Promessa Preciosa”, e a frase principal da letra original, que se repete tanto nas estrofes quanto no estribilho [original], é “I will guide thee with Mine eye”, que significa “Guiar-te-ei com os Meus olhos”. Os versos foram compostos à margem de um jornal, num trem, certa manhã, ao dirigir-se ele para o trabalho, em 1835, tendo sido publicado posteriormente em Sunshine for Sunday Schools, em 1873. A melodia foi escrita por P. P. Bliss e publicada em seu livro “Gospel Hymns”. Logo depois foi publicado em “Sacraed Songs and Solos” na Inglaterra. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_386.htm

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:06 pm  Deixe um comentário  

História do hino 347 – O coração em paz

  Este hino promete paz para a pessoa que está vivendo nas sombras das dificuldades, experimentando lutas, amargor, aflições e que sente que está passando por uma longa noite escura ou um forte temporal. A autora, Lizzie DeArmond (séc. XIX), pinta alguns quadros para mostrar o contraste da provação e o que o “coração em paz” pode experimentar mesmo nessa situação:
Sombras e nuvens escuras? Há um arco –íris.
Lutas, aflições? Há muitas bênçãos.
Temporal? Há aurora matinal.
Há céu mais brilhante. 
  O tradutor do hino, o pastor e hinista Ricardo Pitrowsky, estava passando por duras provas. Descrevendo a ocasião em que este hino falou ao seu coração e ele o traduziu, disse:
  “No inicio do meu pastoreado na Igreja Batista do Engenho de Dentro (de 1918 em diante) sofri ataques tremendos por agentes de Satanás com calúnias contra mim, com o propósito de forçar-me a demitir-me deste pastoreado. Entretanto, como nenhuma das acusações pode ser provada fui fortificado pelo fato de que não havia nada na minha vida que pudesse quebrar a minha comunhão com Deus. Continuei firme no meu lugar através da paz que Deus proporcionou a meu coração. Esta experiência e uma outra semelhante que acontecera com o dr. John W. Sherpard, diretor do nosso Seminário no Rio, me incentivaram a traduzir este hino, que dediquei ao dr. Shepard.” 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_229.htm, que cita Pitrowsky, Ricardo. Incentivos de Alguns Hinos quer Escrevi, monografia inédita, In: Paula, Isidoro Lessa de, Early Himnody in Brazilian Baptist Churches; Its Sources and Development, Fort Worth, TX, School of Church Music, Southwestern Baptist Theological Seminary,1985 p. 175

Published in: on 8 de junho de 2010 at 10:02 pm  Deixe um comentário  

História do hino 344 – Deus cuidará de ti

  Era um domingo pela manhã em 1904. O rev. Walter Stillman Martin, pregador apreciado, freqüentemente convidado para séries de conferências e pregações pelas igrejas, teve um convite na cidade de Lestershire, Estado de Nova Iorque. A sua esposa Civilla, enferma e semi-inválida, e seu filho, ainda menino, estavam com ele na cidade. De repente, piorou consideravelmente o estado de saúde de sua esposa. Que fazer? Seria prudente deixá-la sozinha somente com o menino? O pr. Martin pensou em comunicar à igreja que seria imperativo cancelar o compromisso. Quando estava pronto para fazer a ligação, ouviu a voz do filho: “Pai, se é a vontade de Deus que você vá pregar hoje na igreja, Ele não poderá tomar conta da mamãe enquanto você estiver ausente?”
  O pr. Martin não fez a ligação. Aquela voz do seu filho afastou, de repente, todo o seu temor. Sim, Deus seria capaz de cuidar dela! A voz da sua esposa ajuntou-se à do menino: “Deus cuidará de mim.” O pr. Martin deixou a mulher e o filho aos cuidados de Deus e foi pregar. Houve muitas conversões! Sentia a mão de Deus abençoando-o poderosamente naquele dia.
  Chegando ao lar, qual a sua felicidade! O seu filho trazia na mão um envelope com uma poesia escrita no dorso com o título “Deus Cuidará de Ti”. “A pergunta que nosso filho fez e a simplicidade de sua fé me inspirou essas estrofes”, explicou Civilla. O seu marido também compartilhou as bênçãos que havia recebido. O pr. Martin, apanhando o poema sentou-se ao órgão. Dentro em pouco estava composta a melodia. Este hino maravilhoso sobreviveu ao casal, e até hoje nos conforta em cada angústia e cada tribulação.
  Salomão Luiz Ginsburg traduziu este hino em 1905, dedicando a tradução a Francis M. Edwards, missionário batista no Brasil de 1907 a 1924. Certamente com esta tradução Ginsburg procurava encorajar e fortificar a fé de Edwards, que passava por dias difíceis. Por alguma razão, ele publicou sua versão somente em 24 de outubro de 1912, em O Jornal Batista, na página 6. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_373.htm, que cita Porto Filho, Manoel: História e Mensagem dos Hinos que Cantamos, Teresópolis, RJ, Casa Editora Evangélica, 1962, p 15-18

Published in: on 8 de junho de 2010 at 10:01 pm  Deixe um comentário  

História do hino 542 – Jesus e as crianças

  Anna Barllet Warner, e sua irmã Susan, escreveram um romance intitulado, Say and Seal,( Dizer e Selar) em 1859, publicada em 1860. Num ponto da história, um menino doente está sendo confortado por seu professor da Escola Dominical. Ele toma a criança nos seus braços. Quando o menino lhe pede para cantar, ele canta um novo hino, escrito por Anna, um hino que mais tarde seria cantado e amado por crianças em todos os continentes do globo, de onde vem a letra deste hino. Bradbury compôs a música CHINA para este texto, e adicionou as palavras do refrão. Publicou o hino no seu hinário para a Escola Dominical, Golden Shower (Chuva de Ouro), em 1862. Porque missionários na China contaram que este hino era favorito entre as crianças da China, o nome CHINA foi dado à melodia. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_457.htm

Published in: on 7 de junho de 2010 at 9:54 pm  Deixe um comentário  

História do hino 565 – Separação

  Este hino foi escrito em 1882 como um hino cristão de despedida, não era destinado a nenhuma pessoa ou ocasião, porém, foi composto deliberadamente como um hino cristão sobre a base da etmologia de “Good Bye”, (Adeus) Que é “Deus seja contigo”.   A primeira estrofe foi escrita e enviada a dois compositores, um muito conhecido e o outro totalmente desconhecido e não inteiramente educado em música. Escolhi a composição do último, submetí-a a J. W. Bischoff, diretor musical de um pequeno livro que estávamos preparando. Ele a aprovou, porém, com algumas emendas que foram adotadas. Foi cantado pela primeira vez numa noite na Primeira Igreja Congregacional em Washington, onde eu era então pastor e o sr. Bischoff, o organista. A sua popularidade deve-se à música que foi adotada. Minha orientação na união de palavras e música não deve, porém, tirar do sr. Tomer (o compositor) a honra que lhe cabe totalmente.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_387.htm 

Published in: on 7 de junho de 2010 at 9:50 pm  Deixe um comentário  

História do hino 343 – sempre firme

  Seguro nos braços do Senhor, o Pastor William Cushing, mesmo em meio a dura provação, podia escrever este hino em cerca de 1896. Baseou-o no Salmo 17:8 “Guarda-me como à menina do olho; esconde-me, à sombra das tuas asas. “.  William Orcutt Cushing nasceu em 1823, no Estado de Massachussets, EUA. Por mais de vinte anos pastoreou igrejas no Estado de Nova Iorque. Quando uma enfermindade lhe privou da voz em 1870, ele se aposentou. Começou, então, a escrever hinos. Mais de trezentos dos seus hinos foram musicados por músicos famosos do seu tempo: Sankey, Lowry, Root, e outros. Por longos anos os crentes brasileiros cantam “Oh! Que Belos Hinos”, “Sempre Firme”, e outras afirmações de fé que este homem de Deus nos proporcionou. Qual é o crente que não se lembra de ter cantado “Jóias Preciosas”? O Pastor Cushing faleceu em 1902, mas este homem que conseguiu transformar a provação em vitória continua a nos abençoar através dos seus hinos. O célebre evangelista-cantor Ira David Sankey (1840-1908), companheiro de Dwight l. Moody nas maiores campanhas evangelisticas conhecidas até então no mundo, compôs a música deste hino em 1896. Publicou-o no primeiro da sua série de hinários, Sacred Songs, VOL. I. (Cânticos Sacros)

http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_357.htm

Published in: on 6 de junho de 2010 at 9:48 pm  Deixe um comentário  
%d blogueiros gostam disto: