James McGranahan

Nasceu no dia 4 de Julho de 1840 em West Fellowfield, próximo de Adamsville, Pennsylvania, sendo de descendência irlando-escocesa. Seu pai, George McGranahan, era fazendeiro, por isso, Kirkpatrick passou sua infância na fazenda. Quando já tinha idade suficiente, iniciou aulas de canto e logo se revelou como um dos mais talentosos e respeitados alunos, tendo mesmo organizado sua própria escola de canto, já aos 19 anos de idade. Tornou-se logo, um dos professores mais conhecidos da região. James McGranahan foi um músico americano de muito talento e culto que viveu de 1840 a 1907. Ele era dotado de uma preciosa voz tenor e estudou entre 1861 e 1862 com eminentes mestres, tais como T. E. Perkins, Carlo Bassini, os quais deram conselho para que se dedicasse à ópera. Certamente, este conselho deve ter despertado sua imaginação, produzindo uma deslumbrante expectativa de fama e fortuna. E ele tinha certeza o tempo todo, que só dependia dele.
  Em 1862 associou-se a J. G. Towner, e por dois anos fizeram concertos e turnês pelos estados de Pennsylvania e Nova Iorque, trazendo muita satisfação no trabalho que era desenvolvido. Continuou seus estudos, agora sob os cuidados de Bassini, Webb, O’Neil, e outros, esmerando-se na arte de ensinar, com o príncipe dos mestres, dr. Geo. F. Root, a arte da regência com Carl Zerrahn, harmonia com J. C. D. Parker, F. W. Root, e mais tarde, Geo. A. Macfarren, de Londres. Em 1875 aceitou o cargo de gerente do Instituto Musical Normal de Root, atuando na qualidade de Diretor e Professor por três anos, tendo o dr. Root como Chefe.
  Durante este tempo angariou destacada reputação no seu trabalho e pelo seu brilho, na música clássica e de coral e cânticos sabatinos publicados de vez em quando. A esta altura, seu preparo para uma carreira de sucesso já estava consolidado. Havia se tornado um músico culto e dotado de uma reputação que crescia a cada dia, com sua performance solo atraindo muita atenção. Sua belíssima e rara voz de tenor deixava seus ouvintes perplexos e maravilhados, tendo sido objeto de propostas até de seus mestres, para que se tornasse cantor de ópera, na qual sem dúvida, iria obter projeção e dinheiro.
  Colheita para o Mestre. Mesmo as festividades do Natal, de dezembro de 1876 não conseguiam afastar da sua mente o bilhete que seu amigo Philip havia escrito para a ele apenas alguns dias antes do feriado. Leu repetidas vezes e quase decidiu se render à urgência daquela mensagem, porém, não o fez de imediato. Seus sonhos e ambição pessoal ainda eram demasiadamente preciosos. Como podia desistir? McGranahan era cristão e tinha um amigo crente, que se chamava Philip Paul Bliss, o qual estava muito preocupado com ele. Este amigo também era um músico talentoso o qual teve muitas experiências parecidas quando foi cantor na sua juventude. Contudo, sentiu-se tocado pela chamada do Senhor na sua vida e rendeu-se a Ele, dedicando-se em tempo integral à Sua obra.
  Apesar de ser apenas dois anos mais velho do que McGranahan, Philip Bliss, com 38 anos, já tinha doze anos de dedicação ao trabalho cristão. Na época, servia como cantor solista do evangelista Major D. W. Whittle. Ah, E como ele se sentia tocado quando as multidões que se juntavam para as campanhas, eram impactadas pelo mover do Espírito Santo através da música! E como almejava que seu amigo James também tivesse essa mesma experiência! Philip Bliss e sua esposa estavam se preparando para uma viajem para a Pensylvania para passar o Natal em casa. Havia muito a ser feito, mas em meio a tanta agitação e preocupações, Bliss sentiu-se estranhamente compelido a fazer uma breve interrupção e escrever uma carta para o seu amigo, McGranahan. Pensava muito nele, que tinha 36 anos de idade, que ainda estava estudando música e se preparando. Preparando-se para o que? Para ser cantor de ópera ou para servir ao Senhor?
  Na medida em que escrevia, Bliss orou para que o Senhor entregasse a ele as palavras corretas. Ele sabia que Deus tinha um plano na vida de James e tinha um desejo muito grande no seu coração, que ele tomasse a decisão correta. Finalmente, a carta ficou pronta. Necessitando de coragem e aprovação para o que estava escrito, leu a carta para o Major Whittle. No texto, ele comparava a longa formação musical de McGranahan, à um homem afiando sua foice para a colheita. O ponto culminante do assunto, foi quando escreveu: “Pare de afiar a foice e venha colher para o Mestre!”
  A carta foi enviada e logo alcançou seu destino. As palavras tocaram James McGranahan como nunca tinha acontecido antes. Não conseguia pensar em nada mais. “Colher para o Mestre… colher para o Mestre… colher para o Mestre!” Dia e noite as palavras estavam diante dele. Uma semana mais tarde, dia 19 de Dezembro de 1876, o homem que havia escrito estas palavras estava morto. O trem em que viajava Philip Paul Bliss e sua esposa, com destino a Chicago, onde tinha um compromisso para cantar no Tabernáculo Moody, sofreu um acidente na ponte Ashtabula, Ohio. A composição caiu de uma altura de 20 metros e pegou fogo. Entre as 100 pessoas que pereceram no desastre, estava o cantor evangélico, de 38 anos de idade, Philip P. Bliss e sua esposa.
  Assim que ficou sabendo da tragédia, James McGranahan foi imediatamente para o local do acidente. Foi alí que encontrou, pela primeira vez, o Major Whittle. Mais tarde o evangelista iria se recordar daquele momento: “Aqui, na minha frente, está o homem que Bliss escolheu para ser seu sucessor.” Os dois homens fizeram a viajem de volta para Chicago, juntos. Na viajem, conversaram muito. Antes de chegar a Chicago, James McGranahan decidiu entregar sua vida, seus talentos e tudo o que tinha para servir ao Senhor. Ele decidiu “colher para o Mestre!”
  O mundo evangélico perdeu uma estrela naquele dia do acidente, mas o cristianismo ganhou uma de suas mais doces vozes evangélicas. James Granahan foi grandemente abençoado e usado nas campanhas evangelísticas nos Estados Unidos, Inglaterra e Irlanda. Faleceu no dia 9 de Julho de 1907 em Kinsman, Ohio, onde se encontra enterrado. 

http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2008/03/james-mcgranahan.html

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Published in: on 8 de junho de 2010 at 10:04 pm  Deixe um comentário  

História do hino 347 – O coração em paz

  Este hino promete paz para a pessoa que está vivendo nas sombras das dificuldades, experimentando lutas, amargor, aflições e que sente que está passando por uma longa noite escura ou um forte temporal. A autora, Lizzie DeArmond (séc. XIX), pinta alguns quadros para mostrar o contraste da provação e o que o “coração em paz” pode experimentar mesmo nessa situação:
Sombras e nuvens escuras? Há um arco –íris.
Lutas, aflições? Há muitas bênçãos.
Temporal? Há aurora matinal.
Há céu mais brilhante. 
  O tradutor do hino, o pastor e hinista Ricardo Pitrowsky, estava passando por duras provas. Descrevendo a ocasião em que este hino falou ao seu coração e ele o traduziu, disse:
  “No inicio do meu pastoreado na Igreja Batista do Engenho de Dentro (de 1918 em diante) sofri ataques tremendos por agentes de Satanás com calúnias contra mim, com o propósito de forçar-me a demitir-me deste pastoreado. Entretanto, como nenhuma das acusações pode ser provada fui fortificado pelo fato de que não havia nada na minha vida que pudesse quebrar a minha comunhão com Deus. Continuei firme no meu lugar através da paz que Deus proporcionou a meu coração. Esta experiência e uma outra semelhante que acontecera com o dr. John W. Sherpard, diretor do nosso Seminário no Rio, me incentivaram a traduzir este hino, que dediquei ao dr. Shepard.” 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_229.htm, que cita Pitrowsky, Ricardo. Incentivos de Alguns Hinos quer Escrevi, monografia inédita, In: Paula, Isidoro Lessa de, Early Himnody in Brazilian Baptist Churches; Its Sources and Development, Fort Worth, TX, School of Church Music, Southwestern Baptist Theological Seminary,1985 p. 175

Published in: on 8 de junho de 2010 at 10:02 pm  Deixe um comentário  

História do hino 344 – Deus cuidará de ti

  Era um domingo pela manhã em 1904. O rev. Walter Stillman Martin, pregador apreciado, freqüentemente convidado para séries de conferências e pregações pelas igrejas, teve um convite na cidade de Lestershire, Estado de Nova Iorque. A sua esposa Civilla, enferma e semi-inválida, e seu filho, ainda menino, estavam com ele na cidade. De repente, piorou consideravelmente o estado de saúde de sua esposa. Que fazer? Seria prudente deixá-la sozinha somente com o menino? O pr. Martin pensou em comunicar à igreja que seria imperativo cancelar o compromisso. Quando estava pronto para fazer a ligação, ouviu a voz do filho: “Pai, se é a vontade de Deus que você vá pregar hoje na igreja, Ele não poderá tomar conta da mamãe enquanto você estiver ausente?”
  O pr. Martin não fez a ligação. Aquela voz do seu filho afastou, de repente, todo o seu temor. Sim, Deus seria capaz de cuidar dela! A voz da sua esposa ajuntou-se à do menino: “Deus cuidará de mim.” O pr. Martin deixou a mulher e o filho aos cuidados de Deus e foi pregar. Houve muitas conversões! Sentia a mão de Deus abençoando-o poderosamente naquele dia.
  Chegando ao lar, qual a sua felicidade! O seu filho trazia na mão um envelope com uma poesia escrita no dorso com o título “Deus Cuidará de Ti”. “A pergunta que nosso filho fez e a simplicidade de sua fé me inspirou essas estrofes”, explicou Civilla. O seu marido também compartilhou as bênçãos que havia recebido. O pr. Martin, apanhando o poema sentou-se ao órgão. Dentro em pouco estava composta a melodia. Este hino maravilhoso sobreviveu ao casal, e até hoje nos conforta em cada angústia e cada tribulação.
  Salomão Luiz Ginsburg traduziu este hino em 1905, dedicando a tradução a Francis M. Edwards, missionário batista no Brasil de 1907 a 1924. Certamente com esta tradução Ginsburg procurava encorajar e fortificar a fé de Edwards, que passava por dias difíceis. Por alguma razão, ele publicou sua versão somente em 24 de outubro de 1912, em O Jornal Batista, na página 6. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_373.htm, que cita Porto Filho, Manoel: História e Mensagem dos Hinos que Cantamos, Teresópolis, RJ, Casa Editora Evangélica, 1962, p 15-18

Published in: on 8 de junho de 2010 at 10:01 pm  Deixe um comentário  

Eden Reeder Latta

Eden Reeder Latta (123) (1839-1915) nasceu no dia 24 de Março de 1839 em Haw Patch, Indiana e faleceu no dia 21 de Dezembro de 1915 em Guttenberg, Iowa, onde se encontra enterrado no cemitério da cidade. Amigo de infância de William A. Ogden, Latta foi professor, por algum tempo, nas escolas públicas de Colesburg, Iowa. Escreveu mais de 1600 hinos durante sua vida.

Fonte: http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2007/12/hc039-alvo-mais-que-neve.html

Published in: on 8 de junho de 2010 at 5:00 pm  Deixe um comentário  

Alfred H. Ackley

Alfred Henry Ackley [410] (1887-1960) nasceu no dia 21 de Janeiro de 1887 em Spring Hill, Pennsylvania. Faleceu no dia 3 de Julho de 1960 em Whittier, Califórnia, onde se encontra enterrado no cemitério Rose Hills. Alfred era irmão de Bentley D. Ackley. Recebeu instrução musical do seu pai, na cidade de Nova Iorque e na Academia Real de Música de Londres, tornando-se um grande músico, com seu instrumento, o violoncelo. Após sua formatura no Seminário Teológico Westminster, em Maryland, foi consagrado pastor presbiteriano em 1914, e pastoreou as igrejas de Wilkes-Barre e Elmhurst, na Pensilvânia, e Escondido, na Califórnia. Serviu por alguns anos juntamente com o evangelista Billy Sunday e também, como pastor adjunto da igreja presbiteriana de Shadyside, em Pittsburgh, Pensilvânia. Escreveu aproximadamente 1500 canções populares e religiosas e associou-se à produtora musical Rodeheaver. A Universidade John Brown em Siloam Springs, Arkansas, concedeu-lhe o título honorário de Doutor em Música Sacra.

Fonte: http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2008/03/hc070-cristo-jesus-vai-voltar.html

Published in: on 8 de junho de 2010 at 4:58 pm  Deixe um comentário  
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