Mário Barreto França

  Mário Barreto França [551, 581] nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 14 de fevereiro de 1909, neto do grande Jurisconsulto, Filósofo, Professor e Poeta sergipano Tobias Barreto de Menezes. Pertenceu ao Exército Brasileiro e destacou-se não só como militar, mas também como poeta e cultor das letras, tendo sido membro da Academia Evangélica de Letras e do Cenáculo Fluminense de História e Letras. Colaborador efetivo do Jornal Batista, editado no Rio de Janeiro e de circulação nacional, Mário Barreto França escreveu inúmeros livros de poesias, crônicas, contos e memórias, entre outros “No Jardim Do Senhor”, “Sob Os Céus Da Palestina”, “De Joelhos”, “O Louvor Dos Humildes”, “Um Caminho No Deserto” e “Rios no Êrmo”.
  Sua poesia é bela, inspirada, profunda e de uma espiritualidade que fala ao coração, agradando ao mais exigente leitor. Porque fala de Deus, fala do amor, do bem, da fé e da esperança, conforme se observa nos versos a seguir: “Na sinfonia rústica da vida,/os humildes, Senhor,/à voz da natureza agradecida/irmanam seu louvor. É o dueto da crença e da verdade,/de Maria e José;/É o canto inspirador da caridade,/da esperança e da fé.” O sociólogo e crítico literário Mário Ribeiro Martins no livro “Escritores De Goiás” no capítulo de Poetas Do Evangelismo Brasileiro, páginas 711 a 714, afirma “que o poeta estudou no Recife, Santos e Niterói, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, tendo sido professor de Português, Matemática, Ciências, Educação Física e como jornalista, era filiado à Associação Fluminense de Jornalistas.”
  Pertencente à comunidade Batista, seus versos ainda são declamados em incontáveis Igrejas Evangélicas espalhadas pelo Brasil, sendo, portanto, um dos mais conhecidos e amados poetas brasileiros. Sua obra é numerosa, escreveu também: “E ouviu-se uma voz do céu”, “Como as ondas do mar”, “vejo a glória de Deus”, “Madureira chorou na prisão”, ( Biografia de ex-detento) “pelas quadras da vida” e “um sonho modificou meu destino”. Alfredo Mignac, poeta, dedicando-lhe um soneto, assim se expressou: “A Mário Barreto França, esse poeta insigne da denominação, recebendo na Bahia a merecida sagração na apoteose sublime da sua poesia evangélica.”. Sonetista de primeira, cultivou como ninguém a arte do soneto, como se vê nestes versos: “Sim, eu sei a injustiça que hei sofrido./Que vontade me vem de protestar!/Mas, domino este impulso e, decidido,/continuo servindo à Pátria e ao lar. Não choro ter, ó Deus, algo perdido,/pois sei que muito mais tens para dar./O que me dói é ver o amor fingido/em ter-se, a qualquer preço, um bom lugar…/Quanta ambição de alguns o peito invade,/pois, para alimentar sua vaidade,/mancham e ofendem de outros a moral./E, nesse anseio de melhor destino,/esquecem de Jesus o nobre ensino:/- “A cada dia basta o próprio mal!”.
  Trovador magnífico, escreveu trovas primorosas e líricas, como estas: “Saudade, de quando em quando,/provoca mágoas e dores,/pois vai de amores matando/quem vive lembrando amores…” “Fui menino, moço, e, agora/por que mudei tanto assim?/Lembrando os tempos de outrora,/tenho saudades de mim…”
  Ainda em vida, recebeu condecorações militares, títulos honoríficos e medalhas do Pacificador, Maria Quitéria de Jesus, Mal. Caetano de Farias e outras distinções. Participou da Coleção “Nossas Trovas”, 1973, “Nossas Poesias”, 1974 e “Anuário de Poetas do Brasil,” Rio de Janeiro, 1975, 1976 e 1977, 2º volume, organização do saudoso poeta Aparício Fernandes. Está presente na Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho Botelho, edição revista e atualizada, em 2001. 

Fonte: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3503&cat=Ensaios

Published in: on 27 de maio de 2010 at 8:56 pm  Deixe um comentário  

Charles Hutchison Gabriel

  Charles Hutchison Gabriel [389, 436, 487, 500] nasceu no Estado de Iowa, EUA, no dia 15 de setembro de 1856. Passou seus primeiros 17 anos de vida na fazenda. Desde menino, Charles mostrou grande interesse na música. Quando sua família comprou um harmônio pequeno, ele aprendeu a tocar com muita rapidez. Aos 16 anos, Gabriel já estava ensinando em algumas escolas de canto nas igrejas. Sua fama de professor e compositor se alastrou. De 1890 a 1892, foi diretor de música da Igreja Metodista da Graça, na cidade de São Francisco, Califórnia. Depois desta época, estabeleceu-se em Chicago, Illinois, centro de publicadores evangélicos. Charles H. Gabriel publicou o hino pela primeira vez no seu hinário Joyful Praise (Louvor Jubiloso) em 1902. Vendeu-o a Edwin Excell em 1907, que modificou a primeira estrofe e o título para He is So Precious To Me, a forma que foi traduzida. De 1895 a 1912, Charles Gabriel publicou diversos hinários. Em 1912, se associou com a firma publicadora de Homer Rodeheaver, famoso cantor-evangelista, e ali ficou até a sua morte em 15 de setembro de 1932. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_093.htm

Published in: on 27 de maio de 2010 at 8:55 pm  Deixe um comentário  

História do hino 274 – Coro santo

  Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos): “Coro santo, foi escrito, diz o autor, sr. Cushing, “para ser usado com uma bela melodia que me fora enviado por George F. Root, intitulada, ‘O Pequeno Mestiço’. Após receber a melodia, esta ficou em minha cabeça o dia todo, soando melodiosamente em sua doce cadência musical. Queria aprendê-la para usá-la na Escola Dominical e para outros propósitos cristãos também. Imaginei haver alegria no céu quando, os sinos no céu soando anunciam a volta de um pecador arrependido. Então as palavras ‘Soam os Sinos do Céu’ [na versão do Cantor Cristão ‘hinos tocam lá no céu’] subitamente fluíram para a melodia que estava à espera. Foi uma bela e abençoada experiência e parece que os sinos ainda estão soando.” 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_511.htm

Published in: on 27 de maio de 2010 at 8:54 pm  Deixe um comentário  
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