Richard Holden

  Richard Holden [12, 45, 49, 54, 63, 76, 121, 275, 477, 482], missionário, um dos pioneiros do Protestantismo no Brasil, nascido em Dundee, Escócia em 1828, filho de um casal anglicano. Converteu aos 21 anos, depois de passar uma experiência mística e a cura de uma doença. Esteve no Brasil em 1851 como comerciante e foi quando iniciou a aprender português. Estudou Teologia e português em Ohio, nos Estados Unidos. Traduziu o Livro de Oração Comum e muitos hinos tradicionais anglo-americanos para o português. O Departamento de Missão da Igreja Episcopal e a Sociedade Bíblica Americana o enviaram ao Brasil em 1860.
  Fundou uma capela em Belém do Pará em 1860, aproveitando do fato que o capitão americano Robert Nesbitt, já havia iniciado a distribuição de Bíblias na cidade. Usava a impressa local para difundir o Evangelho e acabou-se por envolver em uma polêmica com bispo Católico Romano de Belém, Dom Antônio de Macedo Costa. Viajou pela Bacia do Amazonas, distribuindo Bíblias e panfletos evangélicos nas vilas e cidades ribeirinhas.
  Em 1862, mudou-se para Salvador, Bahia, onde sofre três atentados de morte. Polêmico, entrou em conflito com o Departamento de Missão da Igreja Episcopal Americana, que o subsidiava. Em 1864, outro missionário, dr. Robert Kalley convidou-o para vir ao Rio de Janeiro, para sucedê-lo como pastor da Igreja Evangélica Fluminense, assumindo o cargo de pastor auxiliar em fevereiro de 1865. Holden começou a aderir algumas doutrinas darbistas, como o Dispensacionalismo e a organização eclesiástica de total autonomia da igreja local, que deveria ser presidida por um colégio de anciãos leigos. Isto gerou um conflito na Igreja Evangélica Fluminense e em 1871 Holden deixa o Rio rumo a Inglaterra e Portugal.
  Holden inicia a primeira Casa de Oração – Irmãos em Portugal em 1871. Em 1876 edita um hinário Hinos e Cânticos Espirituaes em Português e em 1877 inaugura o prédio da Assembléia dos Irmãos de Amoreira, bairro de Lisboa. Em 1878 um grupo de 26 pessoas oriuntas da Igreja Evangélica Fluminense, fundaram a primeira Casa de Oração – Irmãos. Em julho do ano seguinte Holden vem ao Brasil para organizar esta igreja. Em janeiro de 1886, aos 58 anos Holden falece em Lisboa, sendo enterrado no cemitério protestante da cidade. 

Fonte: http://www.tiosam.net/enciclopedia/?q=Richard_Holden

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Published in: on 23 de maio de 2010 at 8:34 pm  Deixe um comentário  

James Thedore Houston

  James Theodore Houston (1847-1929) [135, 159, 180, 269], foi missionário presbiteriano da Junta de Nova Iorque. Aportou à Bahia em 17 de dezembro de 1874, servindo ali até 1887, quando foi transferido para o Rio de Janeiro, onde exerceu o pastorado. Foi um dos redatores do imprensa evangélica. Depois de completar 28 anos de ministério voltou para à sua terra natal em 1902. Faleceu em Oakland,California, aos 82 anos de idade. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_013.htm

Published in: on 23 de maio de 2010 at 8:33 pm  Deixe um comentário  

História do hino 195 – Vida por um olhar

  Consta que Amélia, a autora do hino, ouviu o evangelho pela primeira vez quando tinha vinte anos de idade. Um evangelista visitante armou a sua tenda próximo da casa de sua família e toda a vizinhança foi convidada a ouvir o evangelho. Uma noite Amélia aventurou-se a ir. Esgueirou-se na parte de trás da tenda e ouviu com bastante atenção o evangelho de Jesus Cristo. Seu coração ficou sobremodo abalado. Quando voltou para casa contou ao seu pai onde havia estado e ele ficou furioso. Disse-lhe que ela não devia associar-se com aqueles “crentes” e que aquelas reuniões não eram dignas de alguém de posição elevada como ela. Ao mesmo tempo, proibiu-a de voltar a assistir àquelas reuniões.
  Contudo, o coração de Amélia já havia recebido as gotas da Água Viva e ela estava sedenta por ouvir mais. Sentiu que devia voltar apesar da proibição imposta por seu pai e foi assistir à reunião seguinte. A mensagem foi baseada em João 3:14-15, onde o Senhor menciona o levantamento da serpente de metal no deserto e a cura que recebiam as pessoas que, mordidas pelas serpentes verdadeiras, levantassem o olhar para a serpente de metal. Naquela mesma noite Amélia olhou, pela fé, para o Cristo do Calvário e foi salva por toda a eternidade.
  Quando regressou ao lar deparou com a fúria de seu pai. Este, com muita ira, levou-a até à biblioteca, onde repreendeu-a severamente pelo que fizera e ordenou-lhe que ali comparecesse novamente às 9 horas do dia seguinte a fim de apanhar de chicote. Amélia, muito perturbada retirou-se para seu quarto sentindo-se muito triste por ter causado dissabor a seu pai, mas ao mesmo tempo gozava profunda alegria pela salvação de Deus que inundara a sua alma. 
  Pela manhã, pensando nos acontecimentos do dia anterior tudo quanto se passara naquela reunião e, sobretudo, a grandiosa mensagem que ouvira e que lhe trouxera paz, sentou-se e foi deixando extravasar sobre um pedaço de papel os sentimentos do seu coração. Assim que o relógio bateu 9 horas dirigiu-se à biblioteca levando consigo o referido pedaço de papel. Lá estava seu pai e, sobre a mesa, o chicote. Ela entrou, entregou ao pai o papel e ficou esperando. O capitão W. T. Hull ficou de pé e, enquanto lia a composição de Amélia, algo extraordinário aconteceu. Uma notável mudança. O pai de Amélia sentou-se e enfiou o rosto entre as mãos. Através da leitura daqueles versos Deus falou ao coração daquele homem fazendo-o sentir-se totalmente arrasado. Desapareceu de sua mente qualquer pensamento de bater em sua filha. Pelo contrário, naquela manhã, ali na biblioteca, o capitão Hull foi ao encontro do Salvador de Amélia. Daquele dia em diante foi efetuada uma grande transformação, não só na vida do capitão Hull, como também na vida de Marpool Hall. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_207.htm, que cita Ginsburg, Salomão L., Foreign Mission Board Report, SBC Annual, 1900, p. 96.

Published in: on 23 de maio de 2010 at 8:32 pm  Deixe um comentário  

História do hino 188 – O evangelho

  As novas mais alegres que há neste mundo são as que nós temos; “as novas do evangelho”. Estas novas de alegria e de perdão, escritas em João 3:16, anunciam que Deus nos amou tanto, que mandou seu Filho amado para ser o Salvador “de todo aquele que nele Crê”, afastam para sempre as trevas e anunciam vida e paz. Levam todos, a saber, que o Pão do Céu veio para nos dar vida, alimentar, sustentar e ser presente em cada em que nele crer. “Como água fresca para o homem sedento, tais são as boas-novas de terra remota” (Provérbios 25:25). Cantemos estas boas-novas! Proclamemos estas boas-novas! Vivamos estas boas-novas!
  O nome da melodia, THE GOSPEL BELLS (Os Sinos do Evangelho), provém do título e das primeiras três palavras das estrofes do original. Em algumas partes da Europa, e na outra América, as igrejas evangélicas também têm historicamente torres para colocar os sinos. Era muito comum os sinos anunciarem o começo do culto nas igrejas. Porém, isto não se deu, no Brasil onde, durante o período do império era proibido às igrejas não católicas anunciarem seus cultos ou terem aparência de igrejas.
  Joseph Jones sabia que as igrejas evangélicas em Portugal e no Brasil não tinham sinos. Ele adaptou o hino em 1887, preservando sua mensagem central. Quem proclama as boas-novas somos nós, que cremos em Cristo. Foi assim que a mensagem chegou até nós, e assim a mensagem chegará aos que não a conhecem! 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_325.htm, que cita Ginsburg, Salomão L. Um Judeu Errante no Brasil, Trad. De Manuel Avelino de Souza 2ª edição, Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista (JUERP).

Published in: on 23 de maio de 2010 at 8:30 pm  Deixe um comentário  
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