Robert Reid Kalley

  Robert Reid Kalley (1809-1888) [74, 105] foi um médico e pastor escocês natural de Mount Florida, nos arredores de Glasgow, é juntamente com a sua primeira mulher Margret Kalley, uma das figuras históricas do protestantismo em Portugal, se bem que episódicas, mas que teriam repercussões na expansão desta religião no futuro. Robert e Margret Kalley foram os fundadores da primeira comunidade protestante em Portugal, no Funchal, onde o casal se estabelecera em 1838. Robert Kalley é também uma figura pioneira do protestantismo no Brasil, tendo chegado ao Rio de Janeiro em 1855. Fundou, juntamente com outras pessoas, portugueses e brasileiros, a Igreja Evangélica Fluminense, que desempenhou um importante papel na divulgação da doutrina evangelista no Brasil.
  Depois que sua primeira esposa, Margareth Kalley, falecera em 1851, casou no ano seguinte com Sarah Poulton e partiu para os Estados Unidos. Nos anos 1853-1854 ficou ministrando os refugiandos madeirenses naquela nação. Enquanto nos Estados Unidos impressionou-se com o Brasil através do livro do Rev. Daniel Parrish Kidder, “Reminiscências de viagens e Permanências nas Províncias do Sul e Norte do Brasil” (pub. em 1845) , que esteve no Brasil onde distribuiu Bíblias. Em 10 de maio de 1855 chegou ao Rio de Janeiro e subiu para morar em Petrópolis, na residência do Embaixador Americano. Numa tarde de Domingo, a 19 de agosto de 1855, Kalley e sua esposa instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos de cidadãos americanos. Foi contada a história do profeta Jonas.
  Kalley escreveu para Jacksonville pedindo auxílio, vindo Wiliam Pitt, um inglês educado por d. Sarah na Inglaterra, Francisco de Souza Jardim e família, Manuel Fernandes e esposa e Francisco da Gama e família. Kalley batizou o português José Pereira de Souza Louro em 8 de novembro de 1857. No dia 11 de julho de 1858 organizou a Igreja Evangélica Fluminense. Foi organizada com 14 membros, sendo batizado naquele dia o primeiro brasileiro Pedro Nolasco de Andrade. Os Kalley ficariam no Brasil por 21 anos, cuidando de enfermos e salvando almas. 

Fonte: http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2010/02/195-benigno-salvador.html

Published in: on 20 de maio de 2010 at 8:05 pm  Deixe um comentário  

Sarah Poulton Kalley

  Sarah Poulton Kalley [8, 39, 50, 115, 116, 118, 136, 152, 178, 199, 247, 250, 256, 270, 316, 351, 353, 376, 380, 381, 412, 416, 433, 465, 491, 516, 523, 525, 526, 527, 536, 543, 568, 573] nascida em Nottingham em 25 de maio de 1825 e recebeu o nome de Sarah Poulton Wilson, tendo ficado órfã de mãe quatro dias após seu nascimento. Era filha de William Wilson (1801-1866) e mrs. Sarah Morley (1802-1825), irmã de Samuel Morley, membro do Parlamento na Inglaterra. Mais tarde, seu pai casou-se com Eliza Read e tiveram filhos. Com a doença da senhora, a família mudou-se de Nottingham para Torquay.
  Sua avó paterna morava próximo, em Fairfield, e na casa dela Sarah preparou-se para ingressar num internato para moças, em CamberWell, distrito na parte sul de Londres. No colégio passou seis anos. Foi aluna brilhante e veio a ser boa pianista, pintora, poetisa e poliglota. Tinha grande habilidade para ensinar, e seu pai, que era superintendente da Escola Dominical, confiou-lhe uma classe de rapazes, na Capela que ele construíra em Torquay; Sarah aproveitou para formar um curso noturno, ministrando, também, conhecimentos gerais aos jovens que trabalhavam durante o dia. Todos receberam boa influência de seus ensinamentos, e alguns mantiveram-na informada do progresso e atividades deles: William Cooksley tornou-se Ministro Congregacional; Jame Hamlym, capitão numa companhia de navios nas Índias Ocidentais; outro, William Deatron Pitt, foi o primeiro a vir para o Brasil ajudar o casal Kalley, e mais tarde tornou-se Ministro Presbiteriano.
  Muito cedo, Sarah abraçou a fé cristã. Em casa de seu pai, muitas vezes, eram recebidos missionários vindos de terras distantes. Ela se interessava em ouvir a respeito do trabalho, suas necessidades e o que fazer para diminuí-las. Nesse sentido, criou uma classe de costura para moças, onde eram confeccionadas roupas para enviar aos campos, e mantinha suas auxiliares informadas dos resultados desse esforço, através da leitura de revistas e de outras fontes. Sarah participou da organização de Salmos e Hinos, o primeiro hinário evangélico brasileiro, usado pela primeira vez em 17/11/1861, na Igreja Evangélica Fluminense. Muitos dos hinos ali contidos foram produzidos em colaboração com o seu esposo, ou são de sua exclusiva autoria, totalizando cerca de 200.
  Da sua produção literária, também mencionamos ALEGRIA DA CASA, considerado guia completo para as donas de casa. Foi ele mais tarde, em 1880, escolhido pelo Conselho de Instrução Pública para ser usado nas escolas. Em Petrópolis, como hábil pintora, preparou várias paisagens do GERNHEIM, o lar muito amado. O casal Kalley, não tendo filhos, adotaram um casal de crianças brasileiras: João Gomes da Rocha e Silvana Azara, mais conhecida como Sia, sendo esta adotada quando o casal Kalley já estava na Escócia.
  Em 1876, a 1 de julho, o casal Kalley deixou definitivamente o Brasil, fixando residência em Edimburgo, onde construíram uma casa, a qual recebeu o nome de Campo Verde, em homenagem ao Brasil. Posteriormente à morte do seu esposo, ocorrida em 17 de janeiro de 1888, Sarah fundou, em 1892, a missão conhecida como Help for Brazil (Auxilio para o Brasil), com o objetivo de cooperar com as igrejas originadas do trabalho de seu esposo através do envio de obreiros. Sarah Poulton Kalley faleceu em 08 de agosto de 1907 na sua residência e foi sepultada em 12/08/1907 no Dean Cemitery, junto a seu marido, dr. Robert Reid Kalley, do qual foi a fiel colaboradora, dando-lhe mão forte no trabalho.

Fonte: http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2010/02/195-benigno-salvador.html

Published in: on 20 de maio de 2010 at 8:03 pm  Deixe um comentário  

História do hino 155 – O grande Amigo

  Foi ao ouvir da enfermidade da sua mãe em 1855, que Scriven, o autor deste hino, numa carta para ela, incluiu as comoventes palavras deste hino para o seu conforto, mensagem experimentada por ele dias após dia. Não pensou que os outros fossem ver suas palavras. O hino foi publicado anonimamente. Até pouco tempo antes da sua morte, ninguém sabia deste dom poético de Scriven. Foi um vizinho, que foi ajudá-lo durante uma enfermidade, que viu a poesia, rabiscada num papel ao lado da sua cama. “Lendo-a comovido, perguntou: ‘foi o irmão que escreveu isto?’ ‘O Senhor e eu a escrevemos juntos’, ele respondeu.” Depois, Scriven publicou uma pequena edição dos poemas, Hymns and Other Verses (Hinos e Outros Versos), em 1869.

 Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_420.htm, que cita Sankey, Ira D. , My Life and the Story of The Gospel Hymns, Philadelphia, PA, P. W. Zeigler Co, 1906, p. 334.

Published in: on 20 de maio de 2010 at 8:02 pm  Deixe um comentário  
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