Robert Hawkey Moreton

  Dado o interesse histórico tomamos a liberdade de reproduzir o texto publicado no periódico Portugal Evangélico de 1971 – Samuel R. Pinheiro (webmaster). Esboço Biográfico De Um Pioneiro – Robert Hawkey Moreton [14, 27, 33, 88, 232, 241, 350, 358, 468, 521, 548, 558, 569].
  No ano de 1844 nasceram dois meninos: um em Janeiro, na cidade de Buenos Aires, e outro em Novembro, no Porto. Apesar da grande distância que os separava na altura do seu nascimento – um oceano -, as suas vidas estavam destinadas a confluir duma maneira extraordinária no estabelecimento e desenvolvimento do Obra Evangélica em Portugal. Ambos eram ingleses, mas ambos dedicaram as suas vidas e entregaram os seus corações a Portugal. O primeiro, Robert Hawkey Moreton, jaz em solo português no Cemitério Britânico de St. James, no Porto; o outro, James Cassels, mais tarde naturalizou-se português, tomando o nome de Diogo, nome pelo qual é mais conhecido e honrado. Faleceu em 1923, e jaz sepultado em Vila Nova de Gaia.
  É sobre a vida do primeiro destes dois grandes vultos que agora escrevemos estas breves palavras. Robert Hawkey Moreton, como dissemos, nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 10 de Janeiro de 1844; o seu pai, também Robert, tinha emigrado de casa paterna, outro Robert, da Cornualha, antes de 1830. A família regressou a Inglaterra em 1861, possivelmente para evitar que Robert Hawkey tivesse que prestar serviço militar no exército argentino, e fixaram residência em Helston, Cornualha.
  O jovem Robert começou a estudar medicina no Hospital de S. Bartolomeu («Bart’s»), Londres, mas, ouvindo a chamada para o ministério da Igreja Metodista Wesleyana, entrou no Seminário de Richmond, Londres, em 1864, e após três anos lá, foi nomeado pastor à prova para o circuito de Helston , Cornualha, passando depois para St. Colomb, Ilhas Scilly (Sorlingas), onde se encontrou com a sua futura esposa, Agnes Banfield. Terminado o seu período de prova, foi ordenado ministro em plena conexão na Igreja Metodista Wesleyana, em 3 de Agosto de 1870, na Conferência Anual, na cidade de Burslem, Inglaterra. No mesmo ano ofereceu-se para o serviço missionário, mas a sua oferta em princípio não foi aceite. Mais tarde no mesmo ano, em Novembro, a Sociedade Missionária Metodista Wesleyana convidou-o a trabalhar em Portugal, onde ocasião de oportunidade se estava a abrir – em consequência dos seus conhecimentos de espanhol (!), língua que já tinha usado ao distribuir tratados entre os marinheiros espanhóis nas docas do Tamisa, em Londres.
  Chegou ao Porto no dia 16 de Fevereiro de 1871 com a sua noiva, com quem casara três semanas antes. Exerceu o seu ministério aqui até à sua morte em 1917, quarenta e três anos no ministério activo e três em aposentação. Logo nos primeiros dias ele soube o que era sofrer perseguição popular, chegando muitas vezes a casa, depois de tentar pregar, coberto de lama; mas ele sobreviveu a esta fase, e tornou-se muito respeitado e estimado; através dos anos os seus dons como pregador, ensinador, administrador e organizador foram bem exercidos. O seu Metodismo foi do tipo clássico; ele edificou tudo na base da reunião de classe, e só admitia pessoas como membros depois do devido, e às vezes demorado, período de prova por parte de cada candidato. Cartões de membros meticulosamente escritos pela sua própria mão – e a sua letra continuou meticulosa até ao fim – datam do primeiro ano do seu ministério cá em Portugal; a sua pregação sobre a procura da perfeição cristã atraiu muitos, incluindo alguns piedosos católicos romanos que estavam a procurar o mesmo caminho. Traduziu uma quantidade de hinos para o português e colaborou na compilação de uma sucessão de hinários; introduziu o sistema de solfejo tónico em Portugal; traduziu algumas obras populares, algumas meio-polémicas, tais como «O Convento Desmascarado» da ex-freira Edith O’Gormon, e «O Padre, a Mulher e o Confessionário» do ex-padre Chiniquy; escreveu muitos artigos e tratados de controvérsia. Foi, também, durante quatro anos, director de «A Reforma». Sofreu progressivamente durante todos os longos anos que viveu em Portugal, de asma brônquica, que em certo sentido foi parte do sacrifício que ele fez ao dedicar-se à obra do Senhor no Norte de Portugal.
  Seu filho, também Robert, foi durante alguns anos secretário da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, em Lisboa, e um seu neto, que também foi ministro metodista, foi morto na segunda guerra mundial. Robert Hawkey Moreton jaz, com sua esposa e um dos seus filhos, no Cemitério Britânico do Porto. R. I. P.

ALBERT ASPEY

Fonte: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=3404,que cita Texto extraído da revista “PORTUGAL Evangélico” – órgão oficial das Igrejas Metodistas e Presbiterianas de Portugal – 1º semestre de 1971

Anúncios
Published in: on 14 de maio de 2010 at 7:17 pm  Deixe um comentário  

Leila Naylor Morris

  Leila Naylor Morris [190, 226, 474] nasceu no dia 15 de Abril de 1862 em Pennsville, Ohio e faleceu no dia 23 de Julho de 1929  em Auburn, New York (na casa da sua filha). Encontra-se enterrada em McConnelsville, Ohio. Quando criança, Leila morou em Malta e McConnelsville, Ohio. Em 1881, casou-se com Charles H. Morris. Era muito ativa na igreja Metodista, participando dos encontros campais e escrevendo cânticos, tendo sido autora de mais de 1000 cânticos evangélicos. Quando seus olhos apresentaram problemas e a sua visão ficou fraca, seu filho construiu um quadro negro que ultrapassava os padrões normais de tal forma que permitisse continuar seu trabalho, compondo hinos. 

Fonte: http://sites.google.com/site/vieirademelo/leilanaylormorris

Published in: on 14 de maio de 2010 at 7:14 pm  Deixe um comentário  

História do hino 112 – Vencendo vem Jesus

  Foi no outono de 1861 que a escritora Julia Wad Howe e seu marido, médicos a serviço do governo dos Estados Unidos, mudaram-se para Washington D.C., capital. Julia, abolicionista, mas pacifista, angustiou-se ao ver a atmosfera de ódio e as preparações frenéticas para uma guerra entre os Estados. Dia após dia as tropas passaram por sua porta, cantando John Brown’s Body (O Corpo de John Brown), canção de melodia contagiante que contava a história da morte de John Brown, com alguns dos seus filhos, num violento esforço individual para acabar com a escravidão. Um dia, enquanto ouviam as tropas cantando, um visitante do casal, o pastor da sua igreja anterior, conhecendo a sua habilidade de poetisa, virou-se para Julia e a desafiou: “Porque a senhora não escreve palavras decentes para aquela melodia?” “Farei isto!” respondeu Julia. As palavras vieram a ela antes do novo amanhecer. A senhora Howe relata:
  “Acordei na penumbra da madrugada, e enquanto esperava a aurora, as linhas do poema começaram a se entrelaçar na minha mente. Disse a mim mesma, ‘Preciso me levantar e escrever estes versos, para não tornar a dormir e perde-los!’ Então me levantei e no escuro achei uma pena desgastada, que me lembrei de ter usado o dia anterior . Rabisquei os versos quase sem olhar o papel.”
  Assim nasceram palavras decentes e empolgantes para aquela melodia muito conhecida, que surgira nos Camp Meetings do Sul anos antes da guerra civil. Em pouco tempo, todo o Norte estava cantando a letra de Julia Ward Howe. O hino foi publicado no periódico mensal Atlantic Monthly (Revista Mensal Atlântico) em Boston, Estado de Massachusetts, em fevereiro de 1862. Conta-se que a primeira vez que o presidente Lincoln ouviu o hino, chorou e pediu: “Cante-o mais uma vez.”
  Ao longo dos anos, o hino perdeu qualquer resquício de partidarismo e tornou-se um dos hinos mais amados dos Estados Unidos. Arranjos maravilhosos deste hino foram feitos por compositores de renome e cantados nos momentos mais solenes do país. Foi cantado na posse do Presidente Lyndon Johnson, e, tornando-se internacional, no culto funerário de Winston Churchill, como planejado por ele mesmo.
  O nome desta melodia americana, BATTLE HYMN (Hino da Batalha), vem das primeiras palavras do título do hino no original. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_152.htm, que cita  Pitrwsky, Ricardo. In: Paula, Isidoro Lessa de, Early Hymnody in Brazilian Baptist Churchs, Fort Word, School of Church Music, Southwestern.

Published in: on 14 de maio de 2010 at 7:13 pm  Deixe um comentário  

História do hino 488 – Cada vez mais

  Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):
  “Um cavalheiro, viajando na China, encontrou em Macau um grupo de jogadores, numa sala no fundo do andar superior de um hotel. À mesa mais próxima à sua, estava um americano de cerca de vinte anos jogando com um homem de idade.
  Enquanto o homem de cabelos grisalhos embaralhava as cartas, o jovem, de maneira descuidada cantou uma estrofe de “Tão Grato Me é Lembrar”, com uma melodia muito patética. Vários jogadores olharam surpresos ao ouvir o canto. O velho, que estava embaralhando as cartas, encarou firmemente o companheiro de jogo e atirou o maço de cartas debaixo da mesa.
  ‘Onde aprendeu esta música?’ perguntou. O jovem fez de conta que não sabia que havia cantado.
  -‘Bem, não faz mal,’ disse o velho, ‘eu acabo de jogar meu último jogo, e isto é o fim. As cartas podem ficar aí até o Dia do Julgamento, e eu nunca vou ajuntá-las.’
  Havia ganho cem dólares no jogo; tirou o dinheiro do bolso, e, dando-o ao jovem, disse:
  -‘Harry, aqui está o seu dinheiro; leve-o e faça o bem com ele; eu o farei com o meu.’
O viajante seguiu-o escada abaixo, e à porta, ainda ouviu o idoso senhor falando a respeito do cântico, que o jovem cantara. Muito mais tarde, um senhor em Boston recebeu uma carta do homem de Macau, na qual ele declarava haver-se tornado um ‘cristão trabalhador’, e que seu jovem amigo também havia renunciado ao jogo e vícios semelhantes.”
  Este cântico foi composto em um pequeno quarto no terceiro andar, em uma manhã de domingo, em 1852, após a autora haver regressado da igreja. A srtª Carey tinha então vinte e oito anos de idade. Ela morreu em Newpot, Rhode Island, dezenove anos mais tarde.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_442.htm, que cita Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista

Published in: on 14 de maio de 2010 at 7:09 pm  Deixe um comentário  
%d blogueiros gostam disto: