História do hino 108 – Chamada final

  O silêncio o perturbou. Tomava parte numa reunião da mocidade da Pine Street Church, uma modesta igreja metodista no Estado de Pensilvânia, EUA. No início do programa daquela noite foi feita a chamada, e cada pessoa, ao ouvir o seu nome, em vez de responder “presente”, recitava um versículo bíblico. Noventa e oito jovens já haviam respondido, mas o número 99 não se pronunciou. O professor James Milton Black levantou-se e, pela terceira vez chamou aquele nome. Conhecia bem a menina, pois ele mesmo algum tempo atrás a convidara a freqüentar a igreja. Pertencia a uma família muito pobre, cujo pai gastava tudo que ganhava em bebidas. O fato da menina não ter respondido à chamada impressionou grandemente o Prof. Black. Naquela noite, voltando para casa, ele pensou: “E se ela nunca mais responder, que acontecerá?” Sob a impressão desta dúvida, naquela mesma noite, ele escreveu:
“Quando Cristo a trombeta lá do céu mandar tocar
Quando o dia mui glorioso lá romper,
E aos remidos desta terra meu Jesus Se incorporar,
E fizer-se então chamada lá estarei.”
  Mais quinze minutos e ele escreveu mais duas estrofes. Ao terminar a poesia, foi ao piano e escreveu a música nota por nota, exatamente como nós a conhecemos hoje.
Mais tarde, Black verificou que aquela menina não estivera presente à reunião porque se achava gravemente enferma, vindo a falecer depois.
  Assim Bill Ichter nos conta a história deste hino no Volume 2 da série Se os hinos Falassem. O hino apareceu pela primeira vez em 1892, no hinário Songs of the Savior’s Love (Cânticos do Amor do Salvador), embora o copyright de Black tenha a data de 1893. O nome da melodia, ROLL CALL (Chamada) foi escolhido pela comissão do Baptist Hymnal (Hinário Batista) de 1956, lembrado a chamada para a qual todo crente tem certeza que vai responder: “Presente”! 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_434.htm, que cita Mesquita, Antônio N, de. História dos Batistas do Brasil de 1907 até 1945, Rio de janeiro, Casa Publicadora Batista (JUERP), 1962, p. 247.

Published in: on 13 de maio de 2010 at 6:56 pm  Deixe um comentário  

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