Ricardo Jacob Inke

  Ricardo Jacob Inke [300, 342, 430], da Letônia, 1880, escreveu, entre outros, Compêndio de Teologia Sistemática (em língua leta)… Após os estudos primários em sua terra natal, na fronteira da Letônia com a Lituânia, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Com 12 anos, converteu-se ao protestantismo batista. Tinha 20 anos de idade, em 1900, quando veio para o Brasil, radicando-se em Santa Catarina, com a família. Mudou-se para Porto Alegre, matriculando-se numa Escola de Obreiros que os alemães tinham fundado. Terminados os estudos, foi para a Argentina, onde foi consagrado ao ministério batista, vivendo entre letos e argentinos por 5 anos. Nos Estados Unidos, nos seminários de Rochester e Menton, concluiu o curso de Mestre em Divindade. De volta ao Brasil, foi Pastor em Nova Odessa e Campinas, São Paulo. Tornou-se Secretário Executivo da Convenção Batista Paulistana. A convite de Shepard, foi ser professor no Rio, no Colégio Batista do Rio e no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Em 1921, com 41 anos de idade, foi Presidente da Convenção Batista do Rio de Janeiro. Esteve nos Estados Unidos, como missionário aos russos, sustentado pela Convenção Batista do Norte dos Estados Unidos. De volta ao Brasil, tornou-se deão do Seminário do Sul e professor de diversas matérias. Tem hinos publicados no Cantor Cristão. Como poliglota, falava português, leto, inglês, russo, alemão e espanhol. Faleceu no Rio de Janeiro, em 1936, com 56 anos de idade.

Fonte: http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=2443&cat=Ensaios&vinda=S

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Published in: on 24 de abril de 2010 at 10:18 pm  Deixe um comentário  

Fanny Jane Crosby

  Cega desde criança, Fanny Crosby [15, 43, 64, 116, 126, 128, 171, 187, 196, 210, 212, 215, 224, 232, 235, 237, 238, 255, 269, 273, 286, 288, 289, 290, 292, 308, 309, 331, 339, 356, 363, 370, 374, 375, 420, 421, 422, 435, 448, 450, 455, 471, 501, 503] tornou-se a maior autora de hinos sacros de toda a história. A vida da poetisa e compositora Fanny Jane Crosby (1820-1915) é tão impressionante quanto à qualidade e quantidade de seus hinos. Ao todo são quase nove mil hinos que incentivam a mudança de vida de pecadores, encorajam cristãos e inspiram toda a humanidade até os dias de hoje. É difícil ficar passível diante da força das palavras do hino 15 do tradicional Cantor Cristão, cujo título é Exultação:  A Deus demos glória, com grande fervor, Seu Filho bendito por nós todos deu A graça concede ao mais vil pecador, abrindo-lhe a porta de entrada no céus Exultai, exultai, vinde todos louvar a Jesus, Salvador, a Jesus redentor a Deus demos gloria, porquanto do céu, Seu filho bendito, por nós todos deu!
   Sua vida foi a prova de que dificuldade alguma pode conter a unção de Deus, nem mesmo tirar o prazer de um dos servos. Em outro de seus mais famosos e belos cânticos, intitulado Segurança, ela escreveu: “Vivo feliz, pois sou de Jesus, e já desfruto o gozo da luz […] Canta minha alma, canta ao Senhor, rende-Lhe sempre ardente louvor.”. Outra curiosidade na vida da maior autora de hinos da história da musica sacra é o fato de ela ter escrito seu primeiro cântico aos 44 anos.
  Nascida em 24 de março de 1820 no município de Putnam, em Nova Iorque, Fanny tinha pouco mais de um mês de vida quando sofreu uma infecção nos olhos. O clínico geral estava fora da cidade e um outro médico fora chamado para tratar do caso. Receitou cataplasmas de mostarda quente e o efeito foi desastroso: a menina ficaria cega pelo resto da vida. O médico teve de fugir da cidade, tamanha a revolta suscitada entre os parentes e vizinhos do bebê. Chegou a ser muito conhecida por cinco presidentes dos Estados Unidos. Aos oito anos demonstrava seu futuro brilhante, quando já escrevia poemas. Aos quinze anos ingressou numa escola para cegos em Nova York, onde voltou depois para lecionar e passou o resto da sua vida.
  Aos cinco anos, foi levada pela mãe para consultar o melhor especialista no país, o dr. Valentine Mott. Uma coleta feita entre os vizinhos pagou a viagem. O pai de Fanny já havia morrido e a situação financeira da família era muito difícil. O sacrifício, infelizmente, foi em vão, já que o médico decretou o caso como incurável. A menina teve então de acostumar-se as dificuldades, ao mesmo tempo em que demonstrava uma habilidade incomum para compor poesias.
  Naquela época, a mensagem do Evangelho foi plantada no coração da jovem Fanny, por intermédio de sua avó. Era ela quem passava horas lendo Bíblia para a menina, que demonstrava ter uma memória extraordinária: decorou diversos trechos do Livro de Rute e dos Salmos. Aos 15 anos, ela entrou para o Instituto de Cegos de Nova Iorque, para onde voltaria anos depois para ensinar Inglês e História. Como aluna e professora, Fanny passou 35 anos na mesma escola.
  Testemunho de fé – Em 1844, escreveu seu primeiro livro de poemas – “A Menina Cega e Outros Poemas”. Uma de suas primeiras participações como compositora aconteceu em um dos cultos de Dwight L. Moody…, que realizava uma conferência na cidade de Northfield, no estado de Massachussetts. Impressionado com o talento de Fanny, Moody pediu que ela contasse o testemunho pessoal de sua fé e de seu relacionamento com Deus. Assustada, Fanny a princípio relutou, mas depois leu a letra de um hino que acabara de escrever: “Eu o chamo de meu poema da alma. Às vezes, quando eu estou preocupada, eu repito isto para mim mesma, e essas palavras trazem conforto ao meu coração, disse ela, antes de recitá-lo.” 
  O hino, é verdade, não é citado em sua biografia, mas isso, de fato, pouco importa, já que poderia ser qualquer um daquelas centenas de cânticos que embalaram o avivamento americano no século 19, período que ficou conhecido como O Grande Despertamento. Naquela ocasião, os momentos de apelo à conversão eram freqüentemente inspirados por palavras como as do hino Mais perto da Tua cruz, composto por Fanny Crosby, em 1868: “Meu Senhor sou Teu, Tua voz ouvi, a chamar-me com amor […] mais perto da Tua cruz leva-me, ó Senhor.”. Fanny era membro da Igreja Episcopal Metodista, de Nova Iorque. Ela era uma oradora devota e freqüentemente preparava os cultos infantis da igreja. 
  Em 1858, Fanny casou-se com o professor de música e cantor de concerto Alexander Van Alstyne. Nessa época, ela havia deixado o ensino para acompanhá-lo tocando piano e harpa em apresentações públicas. Compôs diversas canções populares nesse período. Na mesma ocasião, a vida trouxe-lhe uma das maiores aflições que uma pessoa pode enfrentar: a perda de um filho. Em 1864, por influência do famoso evangelista, escritor e compositor William Bradbury, que tem dezenas de canções registradas nos hinários e cantores cristãos até hoje, Fanny passou a escrever exclusivamente musicas sacras. Apaixonada por crianças e motivada pela perda irreparável de seu filho, a compositora criou um estilo próprio: “Achei que as crianças também tinham de entender as letras e as melodias teriam de ser simples também.” Ela esforçou-se para retratar os temas do céu e o retorno de Cristo com palavras simples.
  O número extraordinário de composições da autora pode ser explicado não só pelo ímpeto criativo de Fanny, mas também pelo fato de ela ter um contrato de trabalho com uma editora, a Biglow & Co., que a obrigava a entregar três composições novas a cada semana. Ela chegou a compor sete canções em apenas um dia. Como de hábito, não iniciava seu trabalho sem antes dedicar horas à oração. Curiosamente, Fanny não escrevia as letras de seus hinos, por nunca ter dominado o método Braille. Dona de uma memória extraordinária, memorizava-as facilmente. Quando morreu, aos 94 anos, amigos e parentes escreveram na lápide de sua sepultura: Ela fez o máximo que pôde. Sem dúvida, foi uma heroína da fé. 

Fonte: http://www.icrvb.com/conteudo.php?id=78http://pt.wikipedia. org/wiki/Fanny_Crosby

Published in: on 24 de abril de 2010 at 10:02 pm  Deixe um comentário  

História do hino 377 – Não sei por que

  Whittle [autor deste hino], cuja mãe, uma crente dedicada, colocou uma Bíblia na sua bagagem quando ele saiu para a Guerra Civil, não deu muita atenção a isso. Foi depois de batalhas sangrentas, de perder seu braço direito e ser capturado pelo inimigo, que ele pegou esta Bíblia do fundo de uma sacola e aceitou o Salvador que sua mãe amava. Sabia o que era passar dias maus e tristes, e dias de bonança, como empresário próspero após a guerra. Sabia o que era deixar tudo para entrar no ministério evangelístico, pela fé e viver somente, com resultados felizes, sempre pela provisão de Deus. Este hino é o seu testemunho de total confiança em Cristo, cuja graça salvadora continuava um ministério para ele, mas era a base da sua vida. Embora não compreendesse como o Espírito trabalhava no seu coração, e não soubesse quando o Senhor voltaria, isso não importava. Ele tinha em que se firmar, e isso lhe bastava:
Mas eu sei em Quem tenho crido
E estou bem certo que é Poderoso
Pra guardar bem o meu tesouro
Até o dia final.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_259.htm, que cita Richardson, Paul. A. I Know Whom I Have Belived In: Hustad, Donald P., The Worshiping Church – A Hymnal, Worship Leader’s Edition, Carol Stream, IL, Hope Publishing Company, 1990.

Published in: on 24 de abril de 2010 at 12:01 pm  Deixe um comentário  

História do hino 375 – Segurança

  As palavras do cântico Segurança foram escritas como resultado de uma visita que a srª Knapp fez a Fanny Crosby. A srª Knapp escreveu a melodia, levou-a a sua amiga e após executá-la perguntou: “Fanny, o que esta melodia diz a você?”. Fanny pensou por alguns momentos e então respondeu: “Que Segurança, sou de Jesus.”. Assim foram escritas as palavras e a música deste grande cântico de segurança, que é amado por milhares de cristãos em todo o mundo.

 Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_240.htm, que cita Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista

Published in: on 24 de abril de 2010 at 12:00 pm  Deixe um comentário  

História do hino 8 – Adoração

  Está é verdadeiramente a doxologia dos evangélicos. Seu texto fez parte do Manual of Prayers for the Use of the Scholars of Winchester College, escola pela qual Ken, o autor, foi responsável por algum tempo. Para o bem espiritual de cada menino de sua escola, Ken colocou três hinos (matutino, vespertino e noturno) na cabeceira da cama de cada um deles, com a advertência. “È bom em toda hora louvar ao Senhor”. Cada um dos três hinos terminou com esta doxologia. Embora escritos antes, Ken os publicou no manual em 1965. Revisou-os em 1709, colocando-os na forma usada hoje.
  Doxologias, ou expressões de louvor a Deus, existem desde os Aleluias, que querem dizer “Louvai ao Senhor”, do Antigo Testamento. No Novo Testamento, doxologias são achadas em trechos como Romanos 16:27, Efésios 3:21, Judas 25 e Apocalipse 5:13. Na prática da igreja Primitiva, usou-se o Glória in Excelsis (Glória a Deus nas Alturas) do trecho Lucas 2:14. Com o surgimento da heresia ariana que negava a divindade de Cristo, as congregações adicionaram a prática de louvor especificamente ao trino Deus: Deus Pai, Deus filho, e Deus Espírito Santo, numa doxologia chamada Glória Patri, Não é de se surpreender que esta doxologia de Ken se tornasse um hino em si, uma doxologia moderna.
  A melodia OLD HUNDREDTH foi composta ou adaptada por Louis Bourgeois para a edição do Saltério Genebrino em 1551, e usada com o Salmo 134. William Kethe transferiu a melodia para o Salmo 100 (HUNDREDTH) para o Anglo-Genevan Psalter (um saltério Genebrino traduzido para o Inglês) em 1561, e é com este salmo que tem sido cantado por 400 anos. A palavra “old” refere-se à Versão Antiga dos Salmos de Sternhold e Hopkins de 1562, que “por mais de duzentos anos (…) manteve lugar de proeminência nos corações do povo comum da Inglaterra”. Para o uso como doxologia como é cantada hoje, foi deita uma alteração do ritmo para a forma binária, e o valor do tempo de cada sílaba é igual, com uma fermata no fim de cada linha. Embora isto não embeleze a melodia, simplifica a sua execução.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_581.htm, que usou a bibliografia: Keith, Edmond D. Hinodia Cristã. 2ª ed. Revista e Atualizada, Trad. Bennie May Oliver, Rio de Janeiro, JUERP,1987.p.65.

Published in: on 24 de abril de 2010 at 11:58 am  Deixe um comentário  
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