João Filson Soren

  João Filson Soren  [579] era filho do pastor Francisco Fulgêncio Soren e de dona Jane Filson Soren; seu pai foi pastor da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro de 1902 a 1933, quando faleceu no dia 1º de outubro. Durante seu ministério foi construído o presente templo da igreja, à Avenida Frei Caneca 525, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, o qual, quando inaugurado em 1928, era o maior templo evangélico da América Latina; o menino João Soren foi batizado aos 14 de setembro de 1916, aos 8 anos, ainda no templo antigo da igreja, que ficava na rua Sant´Anna. Durante toda a vida estudou no Colégio Batista do Rio de Janeiro, hoje Colégio Batista Shepard, saindo dali para estudar no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no qual estudou por apenas um ano, transferindo-se, depois, para o Southern Baptist Theological Seminary, em Louisville, no Kentucky, Estados Unidos.
  Lá concluiu não só a graduação em Teologia, mas também o Mestrado em Teologia e Artes, defendendo sua dissertação no departamento de Ciências Políticas. Graduou-se, também, em Humanidades no Colégio Batista Shepard, obtendo, em 1926, o diploma em Ciências e Letras. Também obteve, posteriormente, os títulos de Doutor em Divindade, ofertado pelo Georgetown College e também o de Doutor em Direito pelo William Jewell College, ambos Honoris Causa. De volta para o Brasil, enquanto se preparava para o ministério de missionário com os índios – que era seu grande sonho –, em 1933 foi eleito presidente da Associação de Moços Batistas do Brasil (AMBB), e em 1934 e 1935 leciona no Colégio Batista Shepard, dando as aulas de História da Civilização, Física e Química, além do posto de instrutor de Educação Física.
  No período que compreende os anos de 1933 e 1934, a PIBRJ estivera sem pastor – o pr. Francisco Fulgêncio Soren falecera em 1933 –, e convida o jovem João para suceder seu pai no púlpito. João, porém, desejava ser missionário, e não pastor, e só aceita o convite após compreender que aquela era a vontade de Deus para sua vida. Aos 24 de dezembro de 1934 ele se casa com dona Nicéa de Miranda Filson Soren, que seria a mãe de seus três filhos e sua devotada esposa, satisfazendo, assim, a última demanda para que fosse ordenado: ser casado.
  Ao 1º de janeiro de 1935 foi ordenado ao Ministério Pastoral, na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, assumindo como pastor dessa mesma igreja no dia 3 de janeiro, dia em que proferiu o primeiro da famosa série de 50 sermões anuais sobre Êxodo 14.15. Seu ministério na PIBRJ foi, sem quaisquer dúvidas, um marco na história dos Batistas do Brasil e do Mundo.
  Ocupou a cátedra daquela igreja por 50 anos e 9 meses, período no qual não somente foi pastor dessa igreja, mas interino de várias outras, e proeminente líder da denominação Batista no Brasil: foi presidente da Convenção Batista Carioca, da Convenção Batista Fluminense, da Convenção Batista Brasileira (por 11 vezes), vice-presidente da Aliança Mundial Batista entre 1955 e 1960 e presidente dessa mesma aliança entre 1960 e 1965; também foi membro da mesa diretora do Hospital Evangélico do Rio de Janeiro, da mesa administradora do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (no Rio de Janeiro, em que lecionou Teologia Sistemática e Doutrinas), e participou da comissão que elaborou a segunda confissão de fé dos Batistas Brasileiros, que veio a substituir a de Nova Hampshire. Em 1985 deixou o púlpito da PIBRJ, passando seu cajado ao pr. dr. Fausto Aguiar de Vasconcellos, que ocupou a cátedra até 2006. Até o fim da vida, porém, o dr. Soren foi pastor emérito daquela igreja que tanto amava e que tanto o amou, seu primeiro e único ministério efetivo.
  Filho de um brasileiro e uma americana, o dr. Soren tinha ambas nacionalidades, mas sempre amou muito a terra brasileira, e sempre foi de acendrado patriotismo.
  Entre 1944 e 1945 passou 341 dias no front com a FEB, a Força Expedicionária Brasileira; foi um dos primeiros capelães militares evangélicos, e sua atuação no campo de batalha era destacada, a ponto de ter sido honrado com mais de dez condecorações militares tanto brasileiras quanto norte-americanas; um de seus maiores atos de bravura foi após a batalha de Monte Castelo, quando nenhum dos oficiais quis ir para reconhecer e recolher os corpos de brasileiros que tivessem morrido ou que estivessem feridos após a batalha, e o pr. João Soren e um destacamento de voluntários satisfizeram essa necessidade. Também durante sua viagem, com o 2º batalhão, ajudou os 600 evangélicos que serviam à nação na 2ª Guerra Mundial, além de dirigir cultos que eram assistidos não só pelos evangélicos; durante a guerra também preparou um hinário para os cultos, chamado “O Cantor Cristão do Soldado”, alusivo ao “Cantor Cristão”, hinário das igrejas Batistas do Brasil. É digna de nota a fundação do “Coro Militar Evangélico do Brasil”, também fruto de esforços do Pr. João Soren.
  Durante sua estadia na Itália, a igreja não quis eleger um pastor interino: o pr. Soren pastoreava seu rebanho por intermédio de cartas que trocava com suas ovelhas e os conselhos da igreja, sendo auxiliado aqui no Brasil pelos missionários Lewis Malen Bratcher (que escrevera a biografia de seu pai) e Zachary Clay Taylor (missionário Batista pioneiro no Brasil, membro fundador da referida igreja). De retorno ao Brasil, foi membro fundador da CONFRATEX-FEB, que visa agremiar os ex-membros da FEB, e manter o contato entre eles. De dezembro de 1934 a maio de 1990, o Dr. Soren foi casado com dona Nicéa de Miranda Filson Soren, e constituiu um lar formado pelo casal Soren e seus três filhos: Marília de Miranda Filson Soren (depois Sosa Doyle), Cláudio de Miranda Filson Soren e João Marcos de Miranda Filson Soren, sem mencionar seus netos e bisnetos. Em maio de 1990, dona Nicéa foi convocada à presença do Senhor. Em sua homenagem, um dos coros da PIBRJ passou a ser nomeado com seu nome, “Coro Nicéa Soren” (a mesma homenagem foi dada ao Dr. João Soren após sua morte, recebendo seu nome – “Coral João Soren” – o coro regido por seu filho João Marcos).
  Uma vida de tantas atividades merece um bom descanso durante a aposentadoria. Assim foi com o Pr. Soren, que, mesmo tendo deixado o púlpito aos 26 de outubro de 1985, nunca se distanciou das questões denominacionais, nem das de sua amada igreja.
  Em dezembro de 2001, porém, foi internado com problemas de saúde; liberado dias antes do Natal, teve de retornar ao 1º de janeiro de 2002, com insuficiência respiratória da qual não se recuperaria. No dia seguinte foi encaminhado à UTI, e às 21 horas do dia 2 de janeiro de 2002, aos 93 anos, deixava a terra e ia ao céu o Pastor, Doutor, Intelectual, Músico, Professor, Mestre e Pai João Filson Soren, o Combatente de Cristo. Momento o qual, segundo o Dr. Aguiar de Vasconcellos, “a terra ficou mais pobre, e, o céu, mais rico”.
  O Culto de gratidão por sua vida foi realizado no santuário da PIBRJ, no dia 3 de janeiro de 2002, às 14 horas; mesmo lugar em que, 67 anos antes, ele se empossava pastor daquela igreja e pregava seu primeiro sermão com o tema “Dize aos Filhos de Israel que Marchem”, fato relembrado pelo Pr. Dr. Fausto Aguiar de Vasconcellos, que pregou naquele culto: “Durante 50 anos, de 1º de janeiro de 1935 a 26 de outubro de 1985, dr. Soren dirigiu esta igreja com exemplar dignidade pessoal, acadêmica, moral e espiritual. Sessenta e sete anos depois, exatos 67 anos depois, no dia 3 de janeiro do ano 2002, nós nos despedimos dele. Ele apenas nos precede no Senhor, na companhia de dona Nicéa, e de todos os seus familiares que o precederam. Ele apenas nos precede, pois um dia, diz-nos a Palavra, estaremos juntos para sempre, na presença do Senhor. Mas até lá o nosso compromisso é servir ao mesmo Cristo, com a mesma intensidade e dedicação com que ele serviu durante 67 anos de vida consagrados ao Ministério da Palavra”.
 
O salão de cultos da PIBRJ esteve tomado naquela tarde por muito mais de mil pessoas que vieram tomar parte em seu culto fúnebre: familiares e amigos, colegas de front, membros da CONFRATEX, líderes da denominação batista e mesmo de outras denominações, todos cantaram hinos de sua autoria enquanto participavam daquele momento de gratidão a Deus por tão comprometido líder. Seu corpo foi sepultado no sepulcro da família no Cemitério São João Batista, no Botafogo, às 17:00.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Filson_Soren

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Published in: on 23 de abril de 2010 at 9:38 pm  Deixe um comentário  

Manuel Avelino de Souza

  Manuel Avelino de Souza (10 nov 1886 – 27 set 1962) [29, 36, 51, 52, 83, 94, 156, 158, 191, 206, 214, 319, 324, 335, 336, 361, 384, 385, 405, 418, 438, 454, 495, 511, 537, 555, 564, 567, 570] nasceu na Bahia; lá se converteu, e foi batizado, em dezembro de 1906, graças à pregação evangelística de Salomão Luiz Ginsburg. Era empregado de um armazém, onde também vendia bebidas alcoólicas, sendo considerado indispensável pelo seu patrão por causa de sua honestidade. Em junho de 1907, com 21 anos de idade, assistiu a primeira assembléia da Convenção Batista Brasileira. Em 1910, conversando longamente com T. B. Ray, secretário-auxiliar da junta de missões estrangeiras da convenção batista do Sul dos Estados Unidos da América, decidiu-se pelo trabalho evangelístico, apesar da resistência de seu patrão.
  Foi para o Rio de Janeiro; entre 1911 e 1916, freqüentou, juntamente com Ricardo Pitrowsky e Sebastião Angélico de Souza entre outros, o Colégio Batista e o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; durante os estudos, foi evangelista, auxiliando o missionário William Edwin Entzminger, pastor da Primeira Igreja Batista de Niterói e redator de “O Jornal Batista”. Em 1916, bacharelou-se em Teologia, na primeira turma formada pelo STBSB. Em 1917, obteve o grau de Mestre em Teologia; em agosto desse ano, foi consagrado pastor da PIB de Niterói e iniciou a construção do templo dessa igreja. Em 1918, pouco tempo depois de ter concluído os cursos no seminário, aconteceu a sua primeira eleição para a presidência da CBB.
  Em dezembro de 1919, casou-se com D. Eva. Em 1921, inaugurou o templo da PIB de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba. Nos anos de 1923 e 1924, fez curso de aperfeiçoamento em Homilética no seminário batista de Louisville, Kentucky (EUA). Em 1925, 1928 e 1929, foi novamente eleito presidente da CBB. Em 1929, obteve o doutoramento em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Rio de Janeiro. Foi professor de Filosofia, Teologia e Homilética no STBSB e fundou o Colégio Batista de Niterói.
  Em 1930, foi eleito 2o. vice-presidente do Congresso Batista Latino-Americano. Em 1931, traduziu o livro “A Wandering Jew in Brazil” (“Um Judeu Errante no Brasil”), autobiografia de Salomão Luiz Ginsburg. De 1934 a 1939, ocupou uma das vice-presidências da Aliança Batista Mundial. Em 1941 e 1942, foi eleito presidente da Convenção Batista Brasileira, voltando, em 1945, pela sétima e última vez, à essa presidência. Foi duas vezes orador oficial da Convenção Brasileira (1920 e 1932) e várias vezes presidente da Convenção Fluminense. Em 1960, construiu o segundo templo, na Rua Marquês do Paraná, diante da principal artéria da então capital fluminense. Manuel Avelino faleceu em 27 de setembro de 1962 e foi sepultado no cemitério de Maruí, em Niterói (RJ). Ele escreveu para o Cantor Cristão 26 letras originais e adaptou três letras que encontrou traduzidas.
  Pesquisamos as edições de O Jornal Batista dadas a lume entre 1917 e 1928; nesse período, foram publicados 14 hinos, dos quais 11 foram aproveitados no Cantor Cristão. Os três hinos que não foram incluídos no CC são os seguintes: 1) Vinde a Jesus, escrito no Rio de Janeiro em 1o. de outubro e publicado em OJB (25 out 1917, p.9); 2) Cristo, o Mestre, nos manda, dedicado a João Isidro de Miranda (OJB, 30 ago 1928, pp.1 e 7); 3) Santos hinos de louvores, escrito em Niterói em 27 de setembro e dedicado à PIB de Vitória (ES), Loren M. Reno e Almir S. Gonçalves (OJB, 04 out 1928, p.11).
  Justamente o mais famoso, Vitória nas lutas, escrito em 1917, quando iniciava-se a construção do templo da Rua Visconde de Sepetiba, embora tenha entrado em sucessivas edições do CC, inclusive por ocasião da revisão de 1958, não foi previamente publicado em OJB. Presumivelmente, foram escritos, e talvez publicados em OJB, depois de 1928, mais 18 hinos, os quais não temos condições de determinar as suas datas de composição; seria necessário pesquisar as edições de OJB entre 1928 e 1971, quando foi lançada a 36a.edição. Em 1921, foram publicados cinco hinos: Mais um templo (CC-564) e Louvor (CC-385), escritos especialmente para a inauguração do templo na Rua Visconde de Sepetiba, ocorrida em 17 de abril de 1921 (OJB, 21 e 28 jul 1921); o hino Redenção (CC-495), uma adaptação feita por Manuel Avelino em 1o. de outubro (OJB, 13 out 1921, p.5); o hino Disposição de trabalhar (CC-418), dedicado à Sociedade Feminina da PIB de Niterói (OJB, 17 nov 1921, p.5) e o hino Nasce Jesus (CC-29), escrito para o Natal (OJB, 22 dez 1921, p.4).
  O hino missionário Ouvindo de Jesus (CC-438) foi escrito em Niterói, em 15 de maio, e dedicado à CBB (OJB, 25 maio 1922, p.6). Escritos também em Niterói, os hinos sobre oração: em 21 de julho, Em oração (CC-158) (OJB, 27 jul 1922, p.11); em 31 de agosto, Orando sempre (CC-156) (OJB, 12 out 1922, p.3). No início de 1923, três hinos que falam de amor foram escritos antes de viajar para o seminário de Louisville: 1) União vital (CC-567), dedicado a Esther Silva Dias (OJB, 04 jan 1923, p.8); 2) O amor de Jesus (CC-36) (OJB, 08 fev 1923, p.1) constou do 1o. fascículo da lª. edição musicada do CC, que foi lançada, na íntegra, em 1924; 3) “a Voz de Jesus” (CC-384) (OJB, 19 abr 1923, p.1).
  Por intermédio da Ir. Flávia Mirtes Cunha dos Santos, o pr. Samuel de Souza (PIB do Ingá, em Niterói, RJ), filho de Manuel Avelino, prestou-nos valiosas informações sobre mais quatro hinos, que a seguir adicionamos a este artigo. O pr. Samuel de Souza esclareceu que o hino intitulado A chamada (Vinde a Jesus) (OJB, 25 out 1917, p.9), não incluído no Cantor Cristão, foi escrito para a posse do pr. Leobino Rocha Guimarães; que o hino intitulado A tarefa da Igreja, com música de C. H. Gabriel (Cristo, o Mestre, nos manda), foi dedicado a João Isidoro de Miranda, membro da Igreja Batista em Castro Alves (BA); que o hino dedicado aos 25 anos (1903-1928) da PIB de Vitória (ES), com o título Reconhecimento, era uma adaptação do hino nº.62 do Cantor Cristão (1971).
  Em 1921 e 1924, foram publicados mais dois hinos: Vida feliz (OJB, 01 dez 1921) e Natal de Jesus (OJB, 25 dez 1924), possivelmente enquanto estudava em Louisville, Kentucky (EUA). Para a revisão de 1958, Manuel Avelino escreveu, musicados por sua filha Helena de Souza, os hinos alternativos: Unidas trabalhando, para ser cantado pelas senhoras da PIB de Niterói (RJ); Vamos à guerra santa!; A nossa fortaleza é Deus, para a consagração do pr. Rafael Zambrotti; e Nós iremos com Cristo Jesus gozar uma vida de eterno prazer e amor. O pr. Samuel de Souza esclareceu ainda que o hino União vital, dedicado a Esther Silva Dias, tinha sido usado em 1922 também no casamento do pr. Alberto Portela (CC-495, ed.1958, CC-567, ed.1971).
  A CBB, em sua assembléia, em janeiro de 1958, mandou publicar a revisão do CC, feita por uma comissão composta de Manuel Avelino, Ricardo Pitrowsky, Moisés Silveira e Alberto Portela. Uma revisão radical: de acordo com o relatório, das 29 letras de Manuel Avelino, 10 deveriam ser retiradas do CC. Mas em 1971 os hinos numeros 29, 51, 52, 83, 94, 156, 336, 495, 511 e 555-CC, escritos por Manuel Avelino, foram poupados de serem excluídos do CC (36a. edição), o que tinha sido aprovado pela Comissão de 1958, presidida pelo próprio hinógrafo!
  Manuel Avelino não era músico, mas sabia escolher música para as letras de seus hinos. Aproveitou músicas de Bliss, Bradbury, Gabriel, Kirkpatrick, Miles, Ogden, Scholfield, Sweeney, Towner e outros. Manuel Avelino captou melodias de agrado popular. Não era músico genial, mas tinha que ser um poeta congenial. Na primeira metade do século 20, a música evangélica tinha sua identidade, não se confundia com a música profana popular.
  Amigo da música tradicional, Manuel Avelino pressentia a aproximação, na década de 50, de estilos musicais incomuns e extravagantes, que poderiam desvirtuar (como desvirtuaram, depois de 1960!) o canto congregacional dos batistas. Afinal de contas, cabia-lhe preservar a hinodia constante do “Cantor Cristão”, do qual era um dos poucos contribuintes brasileiros. O “gospel-rock” estava começando a desembarcar nas praias de Niterói … Mais tarde, viriam os teclados, as guitarras, os saxofones, as baterias, os pandeiros, a coreografia, a dança …
  Qual foi a contribuição de Manuel Avelino? Dar sentimento nacional a uma hinodia importada; não poderia oferecer-lhe uma melodia de índole nativa, por não ser músico. A Comissão do HCC mostrou-se mais radical: das 29 letras, somente cinco (CC-94=HCC-304; CC-191=HCC-296; CC-335=HCC-497; CC-361=HCC-251; CC-454=HCC-502) foram aproveitadas no Hinário para o Culto Cristão (HCC). No dizer de José dos Reis Pereira, as obras de Manuel Avelino de Souza “permanecem e testificam do grande valor de sua vida” (OJB-09 nov 1986, p.1).

 Fonte: http://www.abordo.com.br/nassau/top_hin.htm

Published in: on 23 de abril de 2010 at 9:34 pm  Deixe um comentário  

Ricardo Pitrowsky

  O pastor Ricardo Pitrowsky viveu 74 anos. Nasceu em 10 de janeiro de 1891, no lugar chamado Linha Formosa, Santa Cruz, hoje Santa Cruz do Sul, Estado do Rio Grande do Sul. E morreu em de 16 janeiro de 1965 no Rio de Janeiro, onde desenvolveu seu pastorado. Nasceu na roça, numa colônia de imigrantes europeus, no Rio Grande do Sul, onde passou a trabalhar desde tenra idade. Segundo ele mesmo registrou a própria vida que teve nesse lugar e as orações de sua mãe foram fatores decisivos para atender à chamada para o Ministério do Senhor. Em 1911, partiu para o Rio de Janeiro a fim de estudar no Colégio e Seminário Batista do Rio de Janeiro. Ali conheceu aquela que foi mais tarde sua companheira por 47  anos e mãe de seus 5 filhos, Eugenia Thomas (depois Eugenia Pitrowsky – EP), sua fiel adjutora. Ela foi, portanto, partícipe das vitórias do seu companheiro e da herança traduzida em bens espirituais e morais.
  Logo depois de sua formatura no Seminário, RP aceitou o convite, para pastorear a Igreja Batista do Rio Salsa, onde foi consagrado ao Ministério da Palavra, ainda solteiro, em 25.02.1917. Em 06.02.1918, retornou ao Rio de Janeiro para pastorear a Igreja Batista do Engenho de Dentro, casando-se em 18.06.1918. Dedicou-se a esse pastorado até sua aposentadoria em 23.09.1956. Por quase quatro décadas RP dirigiu o Instituto Evangélico de Cegos, no Rio de Janeiro. Foi também escritor; músico autodidata e hinologista. Além disso, era fotógrafo amador e excelente artesão. Ele conhecia bem os idiomas português, inglês e alemão. Quando solicitado, era um mediador nas causas de viajantes alemães e outros, em trânsito pelo Rio de Janeiro. Viajava bastante a serviço da Causa.
  Dois instrumentos de trabalho marcam, simbolicamente, a vida e obra de RP: o arado e o cajado. São simples, mas requerem de quem os maneja, a sabedoria, o amor; a paciência, o esforço, a fé, a persistência, a esperança, o cuidado e muita energia. O arado cava, remove e mistura a terra que, preparada, acolhe a semente que vai brotar. O cajado serve de guia para o rebanho; corrige a ovelha descuidada ou teimosa; salva do abismo o cordeiro caído e ferido ou amima a ovelhinha que brinca.

Fonte: o escrito é enxertos de “Do Arado ao Cajado”, que pode ser encontrado no sítio eletrônico da PIB do Rio de janeiro, endereço  http://www.pibrj.org.br/historia/arquivos/DoAradoaoCajado1.pdf, trabalho que relata a biografia do pastor.

Published in: on 23 de abril de 2010 at 11:55 am  Deixe um comentário  

Bill Ichter

  Bill e Jerry Carton Ichter (casados em 1949) apresentaram-se à Junta de Richmond em 1956. Foi o 1º primeiro missionário de música ao Brasil, e segundo no mundo. Bil Ichter, nosso pioneiro na música é casado com Jerry Catron Ichter desde 1949. Têm quatro filhos, Alana, Alan, Carlos e Nelson e estes dois últimos nasceram no Rio. Aliás, Bill Icther tem dois filhos nascidos no Brasil, duas noras brasileiras, três netos nascidos também no Brasil. Tem neto nascido na Korea; uma neta nascida na Alemanha; uma bisneta nascida na Itália, e uma bisneta nascida em Kenya. Isto é fantástico. É assim uma vida nas mãos do Senhor, onde a pátria é o mundo.
  A minha vontade é narrar toda a saga desta família após Bill e Jerry. É linda a história. Impressionante como quase todos os netos estão envolvidos com missões em diversas partes do mundo. Os frutos de amor e compaixão desta linda família estão espalhados por três gerações.
  Converte-se em 1943, quando fazia o Curso de Pré-Medicina na Faculdade, foi para a Guerra (Segunda Guerra Mundial) onde foi condecorado. Ao voltar da guerra muda o seu foco e fez o curso de Bacharel em Artes, com especialização em Música, na Universidade Batista de Louisiana onde, em 1985, foi eleito “O Ex-Aluno de Destaque”. O Mestrado em Música Sacra foi no Seminário Teológico Batista de Nova Orleans, em 1955. Estudou Regência com John Finley Williamson e Fred Waring e Isaac Karabchevsky, além de estudar música folclórica com Rossini Tavares Lima e música concreta com Diego Pacheco.
  No Brasil, ele deu aulas de música no Seminário do Sul/STBSB, para os alunos de Teologia. Ainda não existia o Curso de Música Sacra. Sobre este tempo Bill Ichter diz: – “Gostei das minhas aulas porque TODOS os alunos foram obrigados a estudar, e assim pude deixar sugestões para os futuros pastores. Organizou e dirigiu o Departamento de Música da Junta de Escolas Dominicais e Mocidade, que hoje depois seria a Superintendência de Música da JUERP.
  Durante anos tivemos e usufruímos de muitas dezenas de partituras e livros e coleções que saíram das mãos deste valoroso missionário, como cantatas, oratórios, antemas corais, arranjo para vozes femininas e masculinas e músicas avulsas. Os livros textos tinham como foco Hinologia, melhor ensino e canto congregacional tais como os quatro volumes de Se os hinos falassem o livro Vultos da música evangélica no Brasil da sua autoria, além de outros tais como A música e seu uso na Igreja que é uma compilação com vários autores. Bill pensou em todas as áreas musicais que nosso país precisava. Estas obras podem ser encontradas em várias bibliotecas e igrejas mais organizadas, que possuem um acervo bem arrumado. Esta semana mesmo um amigo tradutor e ministro de música precisava de uma fonte histórica para um hino e estava lá, em uma coleção editada e publicada pelo Bill Ichter, do ano de 1961.
  Se você encontrar alguns destes nomes: Nelson Mariante, Severino Parente, Jana Oliveira, Jason Oliveira, Carlos Leite, Alana Silva, Nala Silva, Jeremias Oliveira, Ronaldo Oliveira não precisa pesquisar muito longe. Todos estes são pseudônimos que ele usava. Não queria que seu nome aparecesse muito. Era uma época difícil, pois não tínhamos tantos compositores como hoje. Também uma justificativa do Bill era que ficava melhor aparecer um nome mais brasileiro, inclusive porque seus hinos eram muito usados em campanhas missionárias.
  No O Jornal Batista, escreveu durante 10 anos uma coluna chamada Canto musical. Não tínhamos ainda uma revista especializada como temos hoje – Louvor – e muitos músicos recortavam aquelas colunas, catalogavam e guardavam como preciosidade. Nestes tempos difíceis ainda bem que tínhamos o Bill Ichter, que sozinho saía pelas igrejas promovendo Clínicas de música, ensinando em várias áreas musicais e regendo grandes coros nas Cruzadas evangelísticas que tínhamos pelo Brasil e mais precisamente Maracanã e Maracanãzinho.
  Como foi dito acima, e sempre no Rio, foi professor de música no Seminário do Sul, IBER e no antigo Curso de Obreiras no Colégio Batista, além de dirigir a música da CBC – Convenção Batista Carioca.
  Edith Mulholland,, no livro Notas Históricas do HCC diz: “Na área de música Bill recebeu o “Prêmio Arthur Lakschevitz” em 1988, oferecido pela Associação dos Músicos Batistas do Brasil; o “Hines Sims Award” em 1980, pela Associação dos Músicos Batistas da Convenção Batista do Sul (EUA); e em 1990, o “Distinguished Service Award” oferecido pela Escola de Música do Seminário Teológico do Sudoeste de Fort Worth, Estado de Texas”.
  No livro citado acima podemos encontrar muitos dados interessantes sobre sua atuação nos arranjos e revisão das fontes do CC(cantor crsitão). Veja no livro as notas sobre os hinos: 526 e 603. Diz ainda a profª. Edith: “Bill foi chamado por Nilson Dimárzio, diretor de O Jornal Batista, de “grande missionário” por “sua espiritualidade e consagração, sua maneira de ser, sua conduta cristã, e pelo seu relacionamento com os nacionais”.
  Por tantos serviços prestados ao Rio recebeu em 1984 a medalha “Cidadão Honorário do Estado do Rio, além de medalhas militares. Interessante é que a vida do Bill Ichter sempre esteve ligada á música, mas quando pr. Waldemiro Tymchak, então secretário executivo o convida para ser seu grande ajudador e apoiador, lembro que até eu mesma não entendi. Sim, o que ele vai fazer em Missões Mundias? Vai abandonar a música? Ficou lá por dez anos, os seus últimos anos no Brasil, trabalhando na Junta como redator da revista O campo é o mundo e coordenando o trabalho pela Ásia, África e América do Norte. É assim o Bill. Deus o convoca, ele vai.
  Gostaria muito que todos os que chegam agora e estão batalhando pela boa música e seu melhor uso pudessem ler isto e entender que tudo que fazemos hoje, espalhados por este país, é fruto de quem veio antes e nos deixou um legado, que aprendemos com nossos professores, que aprenderam com estes pioneiros. O que será que vamos deixar para as futuras gerações?

NOTA: o texto acima foi transcrito do blog de Westh Ney, a qual contatou Bill Ichter recentemente e, no dia 10 de junho de 2009,  publicou a conversa que teve com ele, além de outras anotações, que segue a transcrição (no blog a parte seguinte vem antes da parte superior):

  Este ano William Harold Ichter completa 60 anos de ministério dedicado á Cristo. Bill Ichter é um brasileiro. A sua certidão de nascimento diz que nasceu em 11/12/1925, nos EUA, mas para todos nós – acho que até para ele – a história parece outra. Aliás, ele sempre foi conhecido como o mais brasileiro de todos os missionários. Torce até pelo Vasco de camiseta e tudo e ia aos jogos no Maracanã.
  Dia 09/10/08 perguntei-lhe por e-mail, o que trazia mais saudade ao seu coração de todas as suas realizações e criações aqui no Brasil. Respondeu assim: – De tudo que Deus permitiu que fizesse e realizasse durante os meus 35 anos no Brasil, eu sinto mais a falta dos brasileiros, a sua camaradagem, o seu calor humano, as suas amizades. É a resposta que dou para todos que por aqui perguntam.
  Em agosto de 1990, ele e sua esposa, a doce irmã Jerry (tradução do hino 185 HCC) saíram do Brasil – se aposentaram em junho do mesmo ano, voltando para a outra América, pois o serviço missionário tinha terminado por aqui. Lá durante oito (8) meses serviram como “Missionários locais”, no Centro de Treinamento Missionário da Junta de Richmond, a mesma que o sustentou no Brasil – convivendo com missionários recém nomeados.
  Também por nove anos foi Ministro para pessoas de Terceira Idade, na PIB de Minden, Louisiana, uma igreja vibrante com mais de 2.000 membros, onde 500 estão com mais de 55 anos. Dirigiu o Coro deste grupo e com o mesmo viajou, cantou em diversas reuniões levando também um conjunto de sinos e um pequeno conjunto de Dulcimers.
  Leiam a narração dele sobre este ministério: “ No inicio do meu ministerio na igreja em Minden, comecei a telefonar para todos da terceira Idade, no dia do seu aniversario. Para os homens, somente uma palavra, mas para as mulheres, cantava “Parabéns pra você,” em português. Mesmo aposentado da igreja agora, continuo esta pratica porque temos muitas senhoras viúvas, que moram sozinhas e aguardam ansiosamente este cântico”.
  Atualmente serve a Deus como diácono, canta em dois coros e dirige a musica congregacional, quando convidado. Esta igreja, onde ele congrega tem uma Casa para missionários em férias que leva seu nome: ICHTER HOUSE, em uma bonita placa de bronze.
  É capelão do Hospital local, onde visita todos os dias. Em cinco deste dias semanais, chega as 6h30 da manha para orar com as pessoas que se submeterão a cirurgias.
  Pedi-lhe que deixasse para nós uma palavra, vejam o que respondeu: 1. Mantenha-se firme na Fé. 2. Procure ter um bom relacionamento com o pastor com quem você trabalha. Não se esqueça que ele é o líder espiritual da igreja. 3. Não esqueça que o ministério da musica deve tentar ser significativo para todas as idades. 4. De uma maneira ou outra, procure dar mais ênfase na mensagem da música. A mensagem é de suma importância e a música, o instrumento que Deus usa para comunicar a mensagem. 5. Seja “adaptável.” Vivemos num mundo de mudanças, mas no seu desejo de adaptar, não comprometa os seus ideais. Os americanos têm uma expressão, “Quando joga fora a água do banho, não jogue fora o nenén”.

Fonte: http://blogdawesth.blogspot.com/2009/06/2-nossos-musicos-bill-ichter.html

Published in: on 23 de abril de 2010 at 11:37 am  Deixe um comentário  

História do hino 394 – Realidade

  Este hino apresenta, da maneiras mais significativas, três dos comoventes convites do nosso Senhor aos homens, seguidos pela resposta humana e seu resultado espiritual. De acordo com Bonar, ele baseou-se em João 1:16. O hino é uma “bela expressão da alegria da alma ao ser achada por Jesus”. Visto a ênfase bíblica em todos os hinos de Bonar, não é surpreendente achar também os seguintes versículos:
  Estrofe 1 – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.Tomais sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:28, 29).
Estrofe 2  – “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” (João 4:14).
Estrofe 3 – “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8:12).

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_187.htm

Published in: on 23 de abril de 2010 at 11:32 am  Deixe um comentário  

História do hino 390 – Nada falta

  Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos): 
  “Escreve o sr. Grape: Nossa igreja estava passando por uma reforma e o órgão foi confiado ao meu cuidado. Tive tanto prazer como nunca antes; deliciei-me tocando os cânticos da nossa Escola Dominical. Resolvi dar forma tangível a um tema que tinha em mente há algum tempo: escrever, se possível, uma resposta à bela peça do sr. Bradbury: ‘Jesus Tudo Pagou’. Fiz disto uma questão de estudo e oração e dei a público a música agora conhecida como a melodia do cântico ‘Nada falta’. Foi considerada muito pobre por meu coro e amigos, mas, minha querida esposa declarou persistentemente que era uma boa peça musical e que viveria. O tempo provou que o seu julgamento era correto.
  Pouco mais tarde o Rev. Sr. Schrick pediu-me que providenciasse qualquer coisa nova em música, e eu tinha o que lhe oferecer. Ao ouvir a peça ele expressou seu apreço por ela, e disse que a srª Elvina M. Hall havia escrito algumas palavras, as quais ele cria que iriam se adaptar bem à música. Dei-lhe uma cópia dela, e em breve foi cantada em várias igrejas e bem conhecida. Devido à sugestão de amigos, mandei uma cópia ao prof. Theodore Perkins, e esta foi publicada em ‘Sabbath Chords’. Sob a providência de Deus ela tem sobrevivido. Creio que não tem falhado em trazer algo de bom para os homens, e para a glória de Deus.”. 

História relacionada:

   Há uma história super interessante relacionada a este hino, segue: Na noite de ano novo de 1886, alguns missionários estavam realizando reuniões ao ar livre a fim de interessar os que por ali passavam para irem à missão que ficava próxima, onde seriam realizadas conferências mais tarde. Nada falta [o hino] foi cantado, e depois de um cavalheiro fazer um pequeno sermão, dirigiu-se apressadamente para a missão. Ouviu logo ruídos de passos atrás de si, uma jovem o alcançou e disse:
– “Eu o ouvi falando na reunião ao ar livre há pouco; o senhor crê que Jesus poderia salvar uma pecadora como eu?”. O cavalheiro respondeu que não havia dúvidas a respeito disto, se ela tivesse desejo de ser salva. Ela lhe disse que era uma criada e que havia abandonado o emprego naquela manhã depois de uma discussão com sua patroa. Ao estar vagueando pelas ruas no escuro, imaginando onde passaria a noite, a doce melodia do cântico a havia atraído, e ela aproximara e ouvira atentamente. Ao serem cantadas as diferentes estrofes sentiu que as palavras tinham algo a ver com ela. Através do serviço todo sentiu que ouvia exatamente aquilo que sua alma oprimida necessitava. O Espírito de Deus lhe havia mostrado quão pobre e miserável criatura era, e a levou a perguntar o que deveria fazer.
  Ao ouvir sua experiência, o cavalheiro a levou para a missão e a entregou às senhoras encarregadas. A jovem e desgarrada ovelha foi trazida a Cristo naquela noite. Foi providenciado lugar para ela na família de um ministro. Lá, ficou doente e teve que ser levada a um hospital. Rapidamente piorou e tornou-se evidente que não viveria mais por muito tempo. Certo dia, o cavalheiro que ela havia encontrado na noite de Ano Novo foi visitá-la no hospital. Após ler alguns versos escolhidos da Bíblia ele repetiu o seu cântico preferido: “Nada falta”. Ao chegar à quarta estrofe (Não encontrada no Cantor Cristão):
Quando do meu leito de morte
Minha alma liberta se levantar,
Então, havendo ‘Jesus tudo pago’,
Romperá as arcadas dos céus.
  Ela parecia desfalecer ante o pensamento da glória vindoura, repetia o coro, para ela tão precioso:
Meu pecado, sim,
Já na cruz pagou,
E por graça sem igual,
salvou-me meu Jesus.
  Duas horas depois, falecia.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_541.htm, que cita Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista.

Published in: on 23 de abril de 2010 at 11:28 am  Deixe um comentário  
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