Uma análise das letras dos hinos do Cantor Cristão

Reparando que alguns dos hinos que costumamos cantar têm letras confusas ou até mesmo antibíblicas, resolvi analisar todo o Cantor Cristão para localizar todos os lugares em que tais problemas ocorrem. Comento cada ocorrência e no caso dos hinos conhecidos, sugiro alterações nas letras ou não cantarmos mais alguma das estrofes. Um cantor cristão não vai querer cantar mentiras ou bobagens, pois sabemos que a mensagem de um hino precisa ser clara e bíblica para ser útil, edificante e agradar a Deus (I Cor 12:7; 14:15, 26b). Embora compreendendo e levando em conta que o letrista possa utilizar de uma linguagem poética, figurada, a letra de um hino não pode expressar conceitos doutrinários heréticos. Damos grande valor ao Cantor Cristão e pretendemos continuar a prestigiá-lo em nossos cultos, pois possui letras e músicas maravilhosas. Todavia, como tudo que é obra de homens possui, nele encontramos erros e falhas. Vamos identificar e eliminar o que não serve e aproveitar o que ele tem de bom, o que alias é a sua maior parte.

 

  Hino n.º 11 – a 4ª estrofe afirma que os filhos de Deus são réus, o que não é bíblico (Romanos 8:1; João 5:24).

Hino n.º 19 – a 4ª estrofe afirma que o País se converterá. Outros hinos caem neste mesmo erro (439, 440).

Hino n.º 31 – a 4º estrofe e o estribilho são confusos. Na estrofe, a letra afirma que será uma alegria se Cristo disser ao crente que há um lugar para ele no céu. Já o estribilho pede para Jesus vir habitar na alma do salvo. Quanto à palavra “presépio” não há problema, pois significa apenas estábulo.

Hino n.º 36 – a 3ª estrofe afirma que fomos adotados pelo Filho, mas o correto é que fomos pelo Pai (I João 3:1).

Hino n.º 73 – a 3ª afirma que ficaremos para sempre nos céus com Jesus, mas a Bíblia ensina que os crentes retornarão para a Terra (I Tessal 4:14; Apoc 5:10). Sugestão: trocar “então com Ele sempre” por “então bem junto a Ele”.

Hino n.º 88 – a 3ª estrofe diz que Jesus passou por dura escravidão, o que não tem base bíblica.

Hino n.º 90 – a 3ª estrofe afirma que “fui um vil perseguidor de Jesus”, o que só alguns foram. Se você foi, cante!

 

Hino n.º 116 – é confuso, pois as estrofes falam ao Espírito Santo, mas o estribilho dirige-se a Jesus!

Hino n.º 117 – a 2ª estrofe pede para que o Espírito Santo nos mostre como O adorar. Veja João 16:13,14.

Hino n.º 120 – a 2ª estrofe pede aos crentes para deixarem os seus vícios!

Hino n.º 133 – a 2ª estrofe afirma que “na cidade mui gloriosa reina Cristo”, mas Ele atualmente reina no Céu. Só no futuro, após o Milênio, Ele reinará aqui na Terra numa cidade gloriosa (Hebr 12:2; Apoc 20 e 21) ¹.

 

Hino n.º 144 – chama Jesus de “pão divino”, mas também de “vinho puro”, o que lembra da doutrina herética da transubstanciação ².

Hino n.º 147 – a 1ª estrofe e mais ainda a 2ª fazem afirmações esquisitas ³.

Hino n.º 153 – contém dois absurdos. A 1ª estrofe diz “conquista a Tua igreja ao meu país”(!) e a 3ª pede que Jesus dê perdão aos que rejeitam a cruz, a graça e a salvação”, o que é impossível 4.

Hino n.º 159 – Jesus nos ensinou a orarmos ao Pai em Seu nome (Mateus 6:9; João 14:13-14; 15:16; 16:23-24). Por isso sugiro trocar “Dirijo a Ti, Jesus” por “Dirijo a Ti, ó Pai” nas três primeiras estrofes.

 

Hino n.º 160 – pela mesma razão dada para alterarmos o hino anterior, sugiro trocarmos “Jesus” por “o Pai” tanto nas estrofes como no estribilho deste hino.

Hino n.º 161 – contém dois absurdos. A primeira estrofe define a oração como endereçada a Jesus, erro este comentado no hino 159. A terceira estrofe pede coisas já concedidas a todos os salvos (I Cor 6:19) 5.

Hino n.º 167 – é desnecessário o crente pedir para Jesus nele habitar, como consta no final do estribilho. Sugestão: trocar a frase final para “Eu te adoro, sempre declaro: Te serei grato até o fim” ou “Eu te adoro, sempre imploro: Tenhas misericórdia de mim”.

Hino n.º 168 – apesar de muito popular, carece de base bíblica e é injusto para com Deus.

 

Hino n.º 171 – hino do início do século passado possui forte conotação carismática incompatível com nossa postura diante do atual contexto evangélico. Sugestão: trocar o final do estribilho por “Aumenta o interesse de todos nós pelo Teu galardão”.

Hino n.º 177 – a 1ª e a 3ª são lindas, mas a 2ª estrofe é confusa. Sugestão: não cantar a segunda estrofe.

Hino n.º 179 – Sugestão: trocar “a graça” por “as graças” no final da segunda estrofe.

Hino n.º 198 – o dia em que eu entender o que quer dizer “salva até por meio de um olhar” eu volto a cantar este hino!

Hino n.º 201 – por ser um hino evangelístico, sugiro trocar no estribilho a palavra “importa” de significado pouco conhecido, pela expressão “é preciso” e, na frase final, por “precisa renascer”.

 

Hino n.º 248 – o incrédulo não é filho de Deus (Mat 13:38; João 8:44; 1:12) e portanto a premissa básica desse hino é falsa.

Hino n.º 256 – 4ª estrofe: o incrédulo não é irmão dos salvos (Mat 13:38; João 1:12; 8:44; I João 3:8).

Hino n.º 263 – Cuidado: este hino expressa o desejo de um pecador ganhar a salvação e, portanto não é adequado aos já salvos. Imagine uma igreja cantando um pedido de salvação para os seus membros!

Hino n.º 264 – Este é o hino oficial dos crentes excluídos. Vamos deixá-lo para eles cantarem se quiserem!

Hino n.º 272 – a letra ficará menos confusa se colocarmos todas as aspas necessárias.

 

Hino n.º 274 – a primeira estrofe deste hino tão apreciado é antibíblica, pois um incrédulo não é filho de Deus (veja o comentário do hino 159). Pior ainda é cantarmos este hino por ocasião de batismos, pois “mais um remido não entra no céu” ao se batizar, mas sim quando ele falece. Sugestão: não cantarmos a primeira estrofe e mudarmos o final do hino para “por mais um pecador ganhar os céus”.

Hino n.º 280 – devido ao confuso contexto religioso atual, sugiro trocarmos “curado já fiquei” por “num salvo me tornei” ou “o perdão eu alcancei”.

Hino n.º 289 – quando compreender o significado da expressão “salvo além do rio” eu volto a cantar este hino. Desconfio que foi só para rimar 6.

 

Hino n.º 315 – na segunda estrofe, o crente pede a Deus que o livre da perdição, o que é no mínimo uma bobagem (João 5:24; Rom 8:1) 7.

Hino n.º 328 – este é um daqueles hinos que cantamos há anos. Peço aos irmãos que leiam com atenção e confiram como a letra é confusa. Conforme Hebr 13:5 não precisamos pedir para que o Mestre fique conosco.

Hino n.º 335 – logo na primeira estrofe, precisamos corrigir de “na força do mal” para “da força”.

Hino n.º 343 – este belo hino tem um final estranho. No final do estribilho diz “vou perecendo longe da cruz”, o que sugiro mudar para “pois mesmo em meio a muitas lutas, em Ti confiar insisto” 8.

 

Hino n.º 381 – na 2ª estrofe, cantamos que devemos “olhar com simpatia os erros de um irmão”. Sugestão: “olhar com seriedade os erros de um irmão, mas todos …”.

Hino n.º 399 – na primeira estrofe diz que Jesus na cruz “foi morto”, mas na verdade Ele deu a Sua vida quando e porque assim o quis (João 10:17-18; 19:30; Lucas 23:46).

Hino n.º 402 – Cantamos este hino supondo que a “escrava resgatada” é uma igreja, a nossa igreja ou todas as igrejas verdadeiras. Neste caso, pensemos: antes de ser “resgatada’, a igreja em Jabaquara foi uma igreja de quem? Quando chegarmos a um acordo sobre esta questão voltaremos a cantar este hino em nossos cultos.

Hino n.º 426 – Nossas orações devem ser dirigidas ao Pai. Por este motivo sugerimos alterar o estribilho de “Aceita-nos, Senhor, querido Salvador!” para “Aceita-nos, Senhor, nosso bondoso Pai!”.

 

Hino n.º 431 – na segunda estrofe, o incrédulo é chamado de nosso irmão, o que não é bíblico.

Hino n.º 456 – Este famoso hino afirma que a igreja que o canta é a Esposa de Jesus. Entretanto aprendemos que a “Esposa” será um grupo seleto formado pelos mais amorosos crentes de todas as épocas, que terão o privilégio de não apenas visitar a Santa Cidade, a Nova Jerusalém, mas de nela habitar permanentemente (Apoc 19:7; 21:1,2,9,24 – 22:3).

Sugestão: na 1ª estrofe, trocar “ela é a mui amada Esposa” por “ela é a embaixatriz”. Na 3ª estrofe, trocar “ó Esposa do Senhor” para “ó porta-voz do Senhor”.

 

Hino n.º 502 – Na 2ª estrofe encontramos “estarei para sempre ali no céu”, o que não bate com os ensinos bíblicos (Apoc 5:10; I Tessal 4:14) e portanto cai no mesmo erro do hino n.º 73.

Hino n.º 507 – No estribilho encontramos “quando Deus me acordar”, o que é antibíblico e lembra muito o ensino da seita chamada “Testemunhas de Jeová” 9.

Hino n.º 516 – este hino é o pior, o ‘Campeão das Abobrinhas’. Leia (mas não cante!) e confira 10.

Hino n.º 518 – este hino apenas confunde Jerusalém com o Céu. Só isso!

Hino n.º 519 – cai no mesmo erro do hino 507. Sugestão: na terceira estrofe, trocar “quando então eu acordar” por “quando daqui eu me ausentar”.

 

Hino n.º 520 – seu título, “Canaã Celeste” já indica que traz a idéia de uma outra Terra, o que é uma bobagem.

Hino n.º 522 – as crianças que morrerem salvas não continuarão “infantis” lá no céu, como afirma a 6ª estrofe.

Hino n.º 527 – este cântico começa afirmando algo que não tem base bíblica.

Hino n.º 580 – infelizmente o Cantor Cristão termina de forma deprimente, com os crentes pedindo a Jesus que faça uma visita a igreja, lembrando melancolicamente de Apoc. 3:20! Não dá para concientemente cantarmos este hino, embora tenha uma música tão linda.

 

Este artigo é de autoria do Pastor Márcio Luiz Floriano, da Igreja Batista Missionária em Jabaquara, que é situada à rua Taciba, 100 – São Paulo, SP. CEP 04351-070, encontrado no site http://www.pibjo.org.br/pdf/bib/mf07.pdf

 

 

Comentários meus:

 

Desconheço o pastor Marcio, fiquei muito alegre ao encontrar este comentário dele na internet, pois infelizmente o cuidado com as coisas de Deus são cada vez menores, enquanto Deus requer de cada um dos Seus servos a diligência; escrevo parabenizando ao pastor e fazer uns comentários a este artigo.

 

1. uma boa alternativa é trocar “reina” por “reinará”.

2. a doutrina da transubstanciação ensina que após o dirigente proclamar certas palavras literalmente o pão se torna corpo e o vinho o sangue de Cristo.

3. de fato, as afirmações da segunda estrofe são são tão claras, analisando o contexto do hino penso que ele faz o paralelo entre a morte símbolica do batismo e a morte física real, por isso, que pede ao Senhor que nos levante do mal, isto é, da morte espiritual, já que só o Senhor pode vivificar alguém.

4. pedir perdão aos que rejeitam a salvação e a cruz são os erros mais lamentáveis e imagináveis, seria possível salvação sem Cristo? E se a pessoa não passa por Ele como poderia ser salva? O Senhor Jesus é o Único Salvador, o Único meio de Salvação, sem Ele sem salvação, outra observação a cruz não é rejeitada pelo crente, no CC há várias menções à cruz de Cristo, pois lá Ele entregou a vida dEle para a salvação de todo aquele que nEle crer.

5. o erro de pedir que o Espírito ou que o Senhor Jesus habite, permaneça ou que não saia do crente é o mais comum do CC.

6. a expressão de passar pelo rio é na linguagem poética para a morte, este tipo de linguagem aparece várias vezes no CC, entre elas no hino 516, que nas terceira a quinta estrofes falam deste rio (ou mar) ao qual as pessoas têm medo de passar, mas nao é o caso dos crentes, que não têm medo da morte.

7. este pedido para ser livre da perdição como está escrito dá a entender que o crente pudesse perder a salvação, o que não está de acordo com o ensino bíblico.

8. este hino fala de firmeza nas tribulações, no início do estribilho fala “vem dar-me paz…”, o que na verdade é sentimento normal querer a paz, só chamo atenção ao fato de que quando alguns dos primeiros crentes foram oprimidos eles oraram assim: “agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra; enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus. E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (Atos 4:29-31). Por ter este contexto, da firmeza ante a tribulação a minha sugestão de troca da parte final do estribilho é invés de “vou perecendo longe da cruz” para “mesmo em meio a tribulações, em Ti confiar insisto” ou “mesmo em meio a tribulações, em Ti confiar insisto”.

9. esta é a doutrina do sono da alma, mas ao que me parece é ensinada pelos adventistas.

10. específicamente aqui discordo do pastor Márcio, autor deste artigo, pois observo que é um hino de linguagem extremamente poética, faz menção ao que temos por mais belo aqui flores, primavera, para descrever a beleza do lugar, ao modifica estas letras de linguagem poética para a que estamos habituados observaremos que não há heresia, pois repito, por ser nesa linguagem o hino não afirma que terá flores lá, por outro lado, entendo a preocupação do pastor até pelo fato dos hinos terem a tarefa de transmitir os ensinos bíblicos, assim sendo, a linguagem deve se evitar linguagem como esta, que é demasiada poética.

Published in: on 17 de dezembro de 2010 at 3:07 am  Deixe um comentário  

John Henry Yates

John Henry Yates  (1837-1900) nasceu no dia 21 de novembro de 1837, na cidade de Batavia, Nova Iorque. Faleceu no dia 5 de setembro de 1900, na mesma cidade, onde, também, se encontra enterrado.  Trabalhou em várias profissões. Dentre elas: vendedor de sapatos, editor de jornal e gerente de loja de ferramentas. Tornou-se ministro metodista em 1886 e mais tarde, pastor da Igreja Batista.

Fonte: http://www.adperus.com.br/harpacrista/a_armadura_crista

Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:30 pm  Deixe um comentário  

John Keble

  John Keble (25 de abril de 1792 — 29 de março de 1866) foi um religioso inglês, um dos líderes do Movimento Oxford. Foi ordenado em 1816 e professor em Oxford entre 1818 a 1823. Em 1827, publicou um livro de poemas chamado O Ano Cristão, contendo poemas para os domingos e dias de festa do ano litúrgico da igreja. O livro, de linguagem simples, vendeu muitas cópias, e foi eficaz em espalhar as convicções devocionais e teológicas de Keble.
  De 1836 até sua morte, trinta anos mais tarde, era pároco de uma pequena paróquia anglicana na vila de Hursley perto de Winchester. Em 14 julho 1833, pregou o sermão de Assize em Oxford, o qual passou a ser chamado de “Apostasia Nacional” e tornou-se o marco do Movimento de Oxford, que pretendia se tornar um movimento de reavivamento da Igreja Anglicana. Traduziu os trabalhos de Ireneu de Lyon (28 junho de 202), e produziu uma edição dos trabalhos de Richard Hooker, importante teólogo anglicano (3 novembro de 1600). Escreveu também mais livros de poemas, e numerosos hinos. Três anos após sua morte, seus amigos e admiradores estabeleceram a faculdade de Keble em Oxford. 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Keble

Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:28 pm  Deixe um comentário  

História do hino 366 – Firmeza

  Edward Mote, autor deste hino, aos 16 anos, foi levado por seu mestre para ouvir o estimado pregador John Hyatt. Aos seus pés Edward converteu-se a Cristo! Mais tarde, ao se estabelecer em Southwark, um subúrbio de Londres, com seu próprio negócio, tornou-se marceneiro de muito sucesso e um crente muito dedicado. Como passatempo escrevia crônicas que muitas vezes foram publicadas em periódicos de Londres. Começou a escrever poesias e hinos, também. Foi em 1834 que ele escreveu este hino de fé e confiança em Cristo. Assim ele contou a história:
  “Uma manhã, enquanto saía para o meu trabalho, veio à minha mente que devia escrever um hino sobre a experiência do cristão da graça do Senhor. Enquanto ia para Holbern, compus as palavras do estribilho:
A minha fé e o meu amor
Estão firmados no Senhor,
estão firmados no Senhor. 
  Durante o dia completei quatro estrofes e as escrevi.”
  Mote continuou a contar que, no domingo, ao encontrar-se com um membro da igreja, esse lhe pediu que fosse visitar sua esposa que estava gravemente enferma. À tarde, Mote se apressou em fazer isso. O sr. King pediu que cantasse um hino, lessem as Escrituras e orassem. Procurou o seu hinário, mas não o achou. Edward Mote continua a contar:
  “Eu disse: ‘Tenho uns versos aqui no meu bolso, se quiser, podemos cantá-los’. Assim fizemos. Sua esposa gostou tanto do hino que pediu que deixasse uma cópia com ela. Depois do culto da noite, fui para casa e escrevi mais duas estrofes. Levei-as depois para aquela irmã. Estes versos foram tão bem ao encontro das necessidades daquela irmã moribunda, que mandei imprimir 1000 cópias para distribuição. Enviei uma cópia a Spiritual Magazine (Revista Espiritual), sem assiná-la.”
  Com a idade de 55 anos, Mote viu um sonho ser realizado. Há muito tempo queria que houvesse uma congregação batista no seu bairro. Em grande parte resultado dos seus próprios esforços, Isto se realizou. Foi ele que construiu o templo. Os outros membros da congregação queriam que Mote registrasse tudo no seu próprio nome. Ele recusou, dizendo: “Não quero uma capela, quero um púlpito, e no dia que eu deixar de pregar a Cristo, podem me negar o púlpito.”
  Por 26 anos Mote serviu fielmente como pastor da igreja, saindo somente por causa da enfermidade que o levaria à morte dentro de um ano. Pouco tempo antes do seu falecimento em 1874, Edward Mote disse: “As verdades que tenho pregado, eu as estou vivendo. Servirão muito bem para morrer, também”. Como de costume naquela época, foi sepultado no terreno da igreja. Perto do púlpito, há uma placa com a inscrição: ‘Em memória de Edward Mote, que dormiu em Jesus em 13 de novembro de 1874, aos 77 anos de idade. Por 26 anos o amado pastor desta igreja, pregando ‘Cristo, e este crucificado.’ (I Co 2:21) como tudo de que o pecador precisa, e o santo deseja.”. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_253.htm, que cita Ichter, Bill H. Se os Hinos Falassem, vol.III, Rio de Janeiro, Casa Publicadora Batista (JUERP),1971, p.94

Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:26 pm  Deixe um comentário  

História do hino 359 – Jesus como guia

  No seu relato sobre o surgimento deste hino, o autor, Joseph Henry Gilmore, escreve que ele, como jovem pregador, planejava fazer uma exposição do Salmo 23 na Primeira Igreja Batista da Filadélfia, Estado da Pensilvânia, EUA, num culto de oração, em 26 de março de 1862. Embora tivesse feito este estudo antes, Gilmore declara:
  “Desta vez não pude ultrapassar as palavras ‘guia-me’. Fiquei cativado por estas palavras como nunca antes. Vi nelas um sentido e uma beleza da qual nunca sonhara (…) . Talvez a hora [mais escura da guerra civil] tivesse me levado subconscientemente a reconhecer que a liderança do Senhor é o único foto significativo na experiência humana. Não importa de que maneira o Senhor nos guia, ou para onde somos guiados. O importante é termos a certeza que o Senhor está nos guiando.”
  O pr. Gilmore continua sua história dizendo que, após o culto, escreveu a letra do hino Jesus como Guia no verso das suas anotações da mensagem, dando-nos à sua esposa. Meses depois ela enviou a poesia ao jornal Watchman and Reflector (Atalaia e Refletor), sob um pseudônimo. Foi impressa no mesmo ano pelo jornal. O ilustre compositor e publicador, William Batchelder Bradbury, achando esta mensagem em versos de Gilmore, musicou-a, adicionando uma linha ao estribilho e repetindo a essência da primeira linha de Gilmore no final. Publicou o hino no seu hinário Golden Censer (Incensório Dourado) em 1864. O pr. Gilmore somente soube da publicação do hino em 1865, quando abriu um hinário numa igreja batista, justamente na página que tinha seu hino. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_384.htm, que cita Gilmore, Joseph Henry In: Reynolds, William J. Companion to Baptist Hymnal, Nashiville, TN, Broadman press, 1976, p. 85.

Published in: on 10 de junho de 2010 at 10:24 pm  Deixe um comentário  

Horatio Gates Spafford

  Horatio Gates Spafford (Nova Iorque, 20 de outubro de 1828 — Jerusalém, 16 de outubro de 1888) foi um advogado americano, ficando conhecido pela autoria do hino cristão It Is Well With My Soul [Sou feliz], após uma tragédia em que quatro de suas flhas morreram em um acidente de navio, além de fundar a Colônia Americana, atualmente um bairro de Jerusalém.
  Em 8 de outubro de 1871, o Grande incêndio de Chicago devastou a cidade. Horatio era um advogado de sucesso em Chicago, que havia investido fortemente no mercado imobiliário. O incêndio destruiu quase todas as suas posses adquiridas com seu trabalho. Dois anos depois, em 1873, Spafford decidiu que sua família iria passar as férias em algum lugar da Europa, e escolheu a Inglaterra, sabendo que seu amigo D. L. Moody estaria pregando na região durante aquele outono. A necessidade de cuidar de seus negócios o fez levar sua família a viajar primeiro: sua esposa (Anna Tubena Larsen) e suas quatro filhas Anna (Annie), Margaret (Maggie), Elizabeth (Bessie), and Tanetta.
  Em 21 de novembro de 1873, enquanto elas atravessavam o Atlântico no navio a vapor Ville du Havre, o navio foi atingido por uma embarcação de ferro levando o Ville du Havre a pique e tirando a vida de 226 pessoas, incluindo todas as suas filhas. Spafford recebeu a fatídica notícia quando sua esposa (que sobreviveu à tragédia), ao chegar a salvo à Inglaterra, enviou o famoso telegrama com a mensagem “Saved alone” (“salva sozinha”, indicando assim que havia sido a única sobrevivente da família). Spafford então viajou à Inglaterra, passando pelo local da morte de suas filhas. De acordo com Bertha Spafford (filha nascida após a tragédia), o famoso hino Sou feliz teve sua letra composta durante esta viagem.
  Após o naufrágio do Ville du Havre, Anna deu à luz mais duas flhas e um filho. Em 11 de fevereiro de 1880, seu único filho, também chamado Horatio, morreu com quatro anos de idade, por escarlatina. Em agosto de 1881, os Spafford rumaram a Jerusalem liderando um grupo de treze adutos e três crianças, para fundar uma sociedade utópica nomeada Colônia Americana. Membros da colônia, juntos com cristãos suecos que posteriormente se uniram a eles, iniciaram um trabalho filantrópico entre o povo de Jerusalém, independentemente de religião, sem proselitismo. Com isso ganharam a confiança de comunidades muçulmanas, judias e cristãs do local. Durante e logo após a Primeira Guerra Mundial, a Colônia Americana (localizada na área da frente oriental da guerra) teve um papel fundamental no apoio a estas comunidades, trabalhando em hospitais, orfanatos e preparando refeições, dentre outras obras de caridade. Spafford faleceu em 16 de outubro de 1888, por malária, tendo sido enterrado em Jerusalém.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Horatio_Spafford

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:18 pm  Deixe um comentário  

Edwin Smith Ufford

  Edwin Smith Ufford nascido no dia 10 de Fevereiro de 1851, veio a falecer no dia 8 de Dezembro de 1929, em Union, Maine, cidade natal da sua esposa, onde se encontra enterrado em Appletown. Ufford frequentou a Academia Stratford em Connecticut e o Seminário Teológico Bates em Maine. Foi licenciado para pregar em 1878 pela Primeira Igreja Batista de Portland, estado de Maine, e foi consagrado no ano seguinte pela Primeira Igreja Batista de East Auburn, Maine. Continuou servindo nas igrejas batistas de Alna, em Maine e Canton, Dedham, Hingham, Winchendon, e Willimanset, no estado de Massachusetts.

Fonte: http://harpacrista-fragmentos.blogspot.com/2008_08_23_archive.html

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:14 pm  Deixe um comentário  

História do hino 579 – Olhando para Cristo

  O pastor João Filson Soren é autor deste belíssimo hino e um dos mais cantados no Brasil, escrito em1971. Diz ele: “Este hino eu tinha feito com uma letra para um retiro de jovens da PIB do Rio de Janeiro. Seria o hino oficial. Eles sempre me procuravam. E o irmão Souza Marques, que foi o 1º presidente da Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, ouviu aquilo e gostou muito. Numa reunião ele pediu que eu fizesse um hino oficial para a Ordem. Alterei um pouco a letra original e agora tem a letra que está no Hinário para o Culto Cristão.”. 

Fonte: http://ojubilo2.blogs.sapo.pt/4079.html, que cita Revista EDB Compromisso – 1998.

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:09 pm  Deixe um comentário  

História do hino 354 – Cada momento

  Em 1893, Henry Varley, um pregador leigo inglês, disse para o evangelista major Daniel Whittle: “Não gosto muito do hino Necessitado [hino 294] porque eu preciso de Cristo cada momento do dia.”. Depois de refletir sobre esse comentário, Whittle escreveu o texto deste hino. Deu-o para a sua filha May, uma excelente musicista, e ela compôs uma cativante melodia para ele. Em seguida, seu colega, o evangelista cantor Sankey, publicou-o nos Estados Unidos e na Inglaterra, primeiro em folheto, depois nos seus hinários. O notável pregador e escritor, o dr. Andrew Murray, adotou-o como seu hino predileto, pedindo a sua esposa para cantá-lo em quase todos os seus cultos na África do Sul.  O nome da melodia, WHITTLE, homenageia tanto ao pai como à filha que nos deram este hino inesquecível.

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_370.htm, que cita Reynolds, William J., Companion to Baptist Hymnal, Nashivile, TN, Broadman Press, 1976, p. 269.

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:08 pm  Deixe um comentário  

História do hino 349 – Rica promessa

  Este bem conhecido cântico foi escrito pelo sr. Nathaniel Niles, residente em Morristone, Rhode Island, inspirado na preciosa promessa descrita em Salmos 32:8: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os Meus olhos.”. Por este motivo, o título original é Precious Promisse, que quer dizer “Promessa Preciosa”, e a frase principal da letra original, que se repete tanto nas estrofes quanto no estribilho [original], é “I will guide thee with Mine eye”, que significa “Guiar-te-ei com os Meus olhos”. Os versos foram compostos à margem de um jornal, num trem, certa manhã, ao dirigir-se ele para o trabalho, em 1835, tendo sido publicado posteriormente em Sunshine for Sunday Schools, em 1873. A melodia foi escrita por P. P. Bliss e publicada em seu livro “Gospel Hymns”. Logo depois foi publicado em “Sacraed Songs and Solos” na Inglaterra. 

Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/hinos/historias_hinos/ha_386.htm

Published in: on 9 de junho de 2010 at 10:06 pm  Deixe um comentário  
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